O Ministério do Comércio da China anunciou nesta terça-feira (25/11) que postergou novamente o prazo para encerramento da investigação de salvaguarda em relação às importações de carne bovina. Segundo comunicado, o novo prazo, que terminaria nesta quarta-feira (26/11), vai até janeiro do ano que vem.
“Dada a complexidade deste caso, o Ministério do Comércio decidiu prorrogar novamente o prazo de investigação até 26 de janeiro de 2026”, afirmou a pasta no comunicado.
A investigação de salvaguarda visa avaliar se os volumes de carne adquiridos pelos chineses tiveram efeito negativo sobre a indústria local. O atraso na conclusão das investigações traz um alívio para os exportadores brasileiros da proteína, que são os maiores fornecedores do produto para a China. O gigante asiático é destino de mais de 40% da carne bovina exportada pelo Brasil, país que pode ser o mais afetado caso a salvaguarda traga alguma mudança ou tarifas para o comércio.
“Pode ter um impacto devastador na pecuária (brasileira), a depender da decisão”, disse uma fonte com conhecimento sobre o assunto. De acordo com o interlocutor, o setor comemora com moderação, dada a sensibilidade do tema.
Procuradas pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) não comentaram o assunto.

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