VLI, de transporte e logística, é campeã do ‘Melhores do Agro’

A VLI, empresa especializada em transporte e logística de produtos agrícolas, foi a grande campeã do Melhores do Agronegócio 2025. O evento de anúncio das vencedoras da premiação ocorreu na noite de ontem, em São Paulo. Ao todo, a “Globo Rural”, organizadora do prêmio, destacou o trabalho de companhias de 21 diferentes segmentos do agro.

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Responsável pelo trecho norte da Ferrovia Norte-Sul e pela Ferrovia Centro-Atlântica, a companhia é a maior transportadora de fertilizantes por linhas férreas do país. Hoje, a empresa participa de mais de 90% da importação nacional de enxofre, rocha fosfática e amônia, matérias-primas que entram na composição de fertilizantes.

A VLI faz ainda a operação de terminais intermodais que unificam o carregamento e o descarregamento de produtos em eixos estratégicos do litoral brasileiro, como Santos (SP), Vitória e São Luís. Ao todo, a empresa atua em quatro ferrovias, nove terminais intermodais e sete portos.

Para além do protagonismo na logística de fertilizantes, a VLI também transporta açúcar, grãos, combustíveis e minerais, entre outras cargas. Segundo a companhia, ela movimentou 20,7 TKUs (toneladas por quilômetros úteis) no primeiro semestre deste ano, um volume 1% maior do que o do mesmo intervalo do exercício anterior.

Em 2024, ano de referência para as análises da nova edição do Melhores do Agronegócio, a receita líquida da empresa cresceu 7,8%, para R$ 9,8 bilhões. Já no primeiro semestre de 2025, a receita aumentou 1%, chegando a R$ 5 bilhões.

A empresa destacou-se em um ano de safra recorde, mas também de percalços para os operadores logísticos. “Em 2024, houve uma quebra da safra e, em 2025, a recuperação. Então, a disponibilidade de produção para este ano foi superior, e aproveitamos todas as oportunidades que o mercado nos deu”, disse Carolina Hernandez, diretora-executiva comercial da VLI, ao Anuário do Agronegócio, edição especial da “Globo Rural” que apresenta o ranking dos 500 maiores grupos econômicos do agro brasileiro. O anuário tem ainda reportagens sobre todas as campeãs da 21 edição do prêmio.

Nos últimos cinco anos, a empresa investiu mais de R$ 1,5 bilhão em seu Corredor Norte, o que incluiu a aquisição de vagões e locomotivas. Hoje, a VLI conta com 600 locomotivas e 21 mil vagões.

Segundo a executiva, a empresa não deverá fazer grandes investimentos em 2026, mas a companhia prevê fazer alguns desembolsos “essenciais”. Isso incluirá o aumento do número de locomotivas e vagões e melhorias operacionais em equipamentos dos terminais. “Estamos com boas expectativas para o próximo ano. O plantio no Brasil está indo bem, e estamos confiantes de que os números da empresa continuarão a capturar esse crescimento”, afirmou ela.

Os problemas decorrentes do tarifaço que o governo dos Estados Unidos impôs sobre as importações de uma série de produtos brasileiros não mudam a leitura otimista que a VLI faz sobre as perspectivas para o próximo ano. Os EUA já derrubaram as tarifas adicionais que chegaram a onerar muitos dos itens da pauta de exportações do agro.

Na mudança mais recente, que ocorreu na sexta-feira (21/11), café e carnes deixaram a lista de produtos sobre os quais os americanos estavam cobrando sobretaxa. Como a avaliação do “Melhores” baseou-se nas informações dos demonstrativos financeiros de 2024, os efeitos do tarifaço não entraram na análise que levou à escolha das campeãs do prêmio.

A Serasa Experian é a responsável pelo levantamento e análise técnica das informações que servem como base para a elaboração do ranking. Nesse trabalho, a consultoria reúne os dados que aparecem nas demonstrações contábeis das empresas, os relatórios sobre a responsabilidade socioambiental das companhias e suas respostas a questionários sobre o tema.

Para a definição das vencedoras de cada segmento, a Serasa Experian atribui aos indicadores financeiros peso de 70% na nota final e de 30% às iniciativas de responsabilidade socioambiental. Depois dessa etapa, uma banca independente, formada por especialistas em finanças, economia, gestão e sustentabilidade, avalia as empresas vencedoras de cada categoria para apontar a Campeã das Campeãs do Melhores do Agronegócio.

Neste ano, além da VLI, a lista de campeãs setoriais teve ainda Ambev (o principal destaque na categoria alimentos e bebidas), Grupo Mateus (atacado e varejo), Copersucar (bioenergia), Eisa Agrícola (comércio exterior), Coamo (cooperativas), CropChem (defensivos agrícolas), Fertipar (fertilizantes), AGT Citrus, (frutas, flores e hortaliças), 3corações (indústria de café), Cargill (indústria de soja e óleos), Laticínios Bela Vista (laticínios), Belgo Arames (máquinas e equipamentos agropecuários), Moinhos Anaconda (massas e farinhas), Mig-Plus (nutrição animal), SLC Agrícola (produção agropecuária), São Salvador Alimentos (proteína animal), Suzano (reflorestamento, celulose e papel), Zoetis (saúde animal), GDM (sementes) e CTC (serviços agropecuários e tecnologia).

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