Raízen perde grau de investimento na Moody’s e cai para grau especulativo

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota corporativa da Raízen de ‘Baa3’ para ‘Ba1’, o que significa que agora a joint venture entre Cosan e Shell não é mais grau de investimento para a agência, em sim grau especulativo. A alteração provocará um encarecimento do custo de crédito da companhia, que já vem penalizando seus resultados nos últimos trimestres.

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Além disso, a Moody’s manteve o rating da Raízen sob revisão, o que significa que a agência ainda pode fazer um novo rebaixamento de sua nota. A perspectiva continua sob revisão.

A agência já havia rebaixado a nota da Raízen menos de um mês atrás. Até 30 de outubro, a Moody’s atribuía nota ‘Baa2’ à companhia, quando então rebaixou para ‘Baa3’, a nota mais baixa dentro do grau de investimento.

Dívida alta e prejuízo bilionário

No último dia 14 de novembro, a companhia divulgou seu balanço do 2º trimestre da safra 2025/26, quando informou que sua alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) havia saltado para 5,1 vezes. Além disso, naquele trimestre, a companhia teve um prejuízo líquido de R$ 2,3 bilhões.

A Raízen já vendeu R$ 5 bilhões em ativos para reduzir sua alavancagem, e segundo seus executivos, seu ciclo de desinvestimentos ainda não terminou.

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