As ações da Bayer subiram mais de 9% nas negociações da manhã de terça-feira (2/12) em Frankfurt, Alemanha, após um sinal de apoio do governo dos EUA à empresa.
Após anos de batalhas judiciais sobre a segurança do herbicida Roundup, o governo de Donald Trump, por meio do procurador-geral dos EUA, D. John Sauer, instou o Supremo Tribunal dos EUA a apreciar um recurso da Bayer relacionado com o produto.
O tribunal do Missouri decidiu, no final de 2023, que a Bayer devia indemnizar John Durnell, que argumentou que o seu diagnóstico de linfoma não Hodgkin estava ligado à exposição ao Roundup. Os advogados de Durnell sustentaram que a empresa não alertou os consumidores para os riscos do produto.
O recurso da Bayer sustenta que, nestes casos, a lei federal deve prevalecer sobre a lei estadual. Sauer pediu ao Supremo que esclareça esta ambiguidade, acrescentando que manter o veredicto do Missouri enfraqueceria a autoridade da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA).
A EPA concluiu repetidamente que o glifosato provavelmente não é carcinogénico em humanos e aprovou repetidamente rótulos do Roundup, escreveu Sauer no parecer.
Em junho deste ano, o Supremo tinha pedido a Sauer um parecer sobre se a lei federal deve prevalecer sobre a lei estadual.
Numa declaração à parte, o presidente executivo da Bayer, Bill Anderson, afirmou: “O apoio do governo dos EUA é um passo importante e uma boa notícia para os agricultores americanos, que precisam de clareza regulamentar”.
O Supremo deverá decidir formalmente até janeiro se aceita analisar o caso.
A Bayer ficou com o Roundup quando comprou a empresa agroquímica Monsanto em 2018. Em 2022, começou a substituir a versão de uso doméstico do Roundup por uma fórmula sem glifosato, embora a empresa já tenha pago mais de US$ 10 mil milhões para cobrir decisões judiciais e acordos relacionados com o produto.
A empresa alemã tenta pôr fim a cerca de 67 mil processos nos EUA com base na alegação de que o herbicida provoca câncer, alegação que a Bayer contesta. O produto contém glifosato, um ingrediente classificado como “provavelmente carcinogénico para humanos” pela Agência Internacional de Investigação do Câncer.

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