O preço da soja registrou leve alta na bolsa de Chicago, enquanto investidores aguardam por novos anúncios de compra da China. Os papéis da oleaginosa para janeiro subiram 0,34% nesta quinta-feira (4/12), para US$ 11,1950 o bushel.
Com o mercado escasso de novidades, a soja avançou em meio a ajustes técnicos. Sem anúncios de vendas do grão americano à China, o preço parece estar acomodado numa faixa que varia entre US$ 11 a US$ 11,50 o bushel. A expectativa do governo de Donald Trump era de enviar 12 milhões de toneladas ao país asiático este ano. Mas o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que essas vendas podem acontecer até fevereiro do ano que vem.
“Houve uma onda de otimismo para os preços, com investidores esperando que essas 12 milhões de toneladas fossem negociadas com a China. A verdade é que ninguém no mercado acreditava em vendas ainda este ano, e os números oficiais dos EUA mostram que os envios dos EUA ficaram mesmo aquém do esperado”, afirma Leonardo Martini, analista de gestão de riscos da StoneX.
Desde o final de outubro, quando EUA e China sentaram à mesa de negociações comerciais, o gigante asiático adquiriu pouco mais de 2 milhões de toneladas de soja.
Para o analista, sem novidades quanto ao comércio de soja americana, as negociações devem apresentar poucas oscilações, e o foco dos investidores se divide também com o desenvolvimento da safra no Brasil, que se encaminha para reta final de plantio.
“O mercado deve ficar nesse limbo no final do ano, querendo subir olhando para a questão EUA-China, mas também acompanhando as previsões no Brasil. O plantio teve um começo complicado, mas a segunda quinzena do mês já mostra o retorno das chuvas, que podem dar estabilidade para o desenvolvimento das lavouras”, pontua Martini.
O milho avançou em Chicago, com o mercado refletindo o bom momento de demanda pelo cereal dos EUA. Os contratos para março fecharam em alta de 0,85%, a US$ 4,4725 o bushel.
Leonardo Martini, analista de gestão de riscos da StoneX, destaca que o momento atual é marcado por uma boa procura pelo milho americano.
“Os EUA hoje são a origem mais barata, e com uma grande safra, e preços competitivos, naturalmente a demanda será concentrada por lá nesta temporada”, afirma o analista, acrescentando que o milho nos EUA está bem requisitado tanto no mercado interno quanto nas exportações.
O trigo registrou leve alta na bolsa de Chicago. Os lotes do cereal para março subiram 0,37%, negociados a US$ 5,4025 o bushel.
Parte da alta é justificada pelas tensões que envolvem dois dos maiores exportadores de trigo do mundo, Rússia e Ucrânia. Por outro lado, devido às incertezas para um acordo de paz entre os países, a perspectiva de aumento na oferta deve manter as cotações em um canal de baixa.

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