Brasif assume marca única no agro e prepara expansão

A Brasif, rede de concessionárias, vai adotar marca única no agronegócio e deixar a Maxum para trás, consolidando sua estratégia de reposicionamento após a aquisição realizada em 2024. O rebranding marca o início de um plano de expansão da empresa no agronegócio, alinhando identidade, comunicação e estratégia comercial sob uma marca única. A mudança também reforça o peso do grupo como o maior distribuidor Case do mundo.

A decisão ocorre depois de um ano de convivência entre as duas marcas. Desde maio de 2024, a companhia preservou o nome Maxum para facilitar a adaptação dos clientes, mas agora avança para o rebranding definitivo.

A empresa opera com cinco lojas, sendo quatro na Bahia e uma no Piauí, e já traça um plano de expansão para os próximos cinco anos. “Embora não haja negociações formais em curso, o grupo monitora oportunidades, especialmente em regiões onde há maior sinergia com sua atuação atual — Nordeste e Centro-Oeste, principais eixos de crescimento projetados”, afirmou Rodrigo Bastos Cavalcante , COO da empresa.

Mesmo diante de um cenário mais desafiador para o agronegócio, a Brasif manteve seus investimentos e projeta recuperação gradual do setor. Segundo Cavalcante, o mercado ainda está distante dos níveis de 2022, mas mostra sinais de reação. Para isso, porém, é essencial que a inadimplência diminua, permitindo a normalização do crédito rural.

Ele aponta dois fatores que hoje inibem o avanço das vendas: o alto custo do dinheiro e a adaptação dos produtores a um ambiente com menos subsídios, o que tem retardado negociações e levado os bancos a adotar critérios mais restritivos para liberação de financiamento.

Apesar do cenário apertado, a empresa teve desempenho inesperado em 2025. Historicamente, as concessionárias não registravam grandes volumes de colheitadeiras no segundo semestre, mas neste ano houve antecipação da demanda antes da safra, movimentando o mercado em um período menos usual. O fortalecimento da também tende a gerar impacto regional. “O nome Brasif tem um peso que se traduz em confiança. Isso terá repercussão forte na nossa área de atuação”, destacou Cavalcante.

O conglomerado, que reúne diferentes negócios no setor de bens de capital, fatura cerca de R$ 2 bilhões por ano, sendo que 25% já vêm do agronegócio. O plano estratégico prevê ampliar essa participação para 40% nos próximos quatro anos, impulsionado por crescimento territorial, ampliação da oferta e maior integração com a Case. Hoje, o ticket médio das máquinas vendidas é de aproximadamente R$ 1,5 milhão, o que reforça a relevância do segmento no portfólio do grupo.

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