Soja recua em Chicago com demanda abaixo do esperado e expectativa de aumento dos estoques

Demanda reprimida e oferta em alta. Essa combinação segue como principal vetor de queda para os preços da soja na bolsa de Chicago. Os papéis com entrega para janeiro caíram 1,04% nesta segunda-feira (8/12), para um valor de US$ 10,9375 o bushel.

A demanda por soja americana segue acontecendo, mas em ritmo abaixo do esperado pelo mercado. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou hoje a venda de 132 mil toneladas à China. Na sexta-feira (5), foram adquiridas outras 462 mil toneladas.

Até o momento, as compras chinesas de soja dos EUA alcançaram quase 3 milhões de toneladas na safra 2025/26. Sendo assim, seguem abaixo das 12 milhões anunciadas pelo presidente Donald Trump, no final de outubro.

“Embora a China esteja concentrando suas compras de soja nos EUA, essas aquisições são puramente políticas, já que a soja americana está mais cara que a brasileira. Além disso, as margens das crushers [esmagadoras] chinesas seguem ruins”, destaca análise da Agrinvest.

A consultoria acrescenta que o momento atual é de baixa para os preços na bolsa também pelo desenvolvimento da safra no Brasil. “[…] o clima para o desenvolvimento da soja está melhorando no Brasil e não há, no curto prazo, novos fundamentos que deem suporte para a soja se manter em alta na CBOT [bolsa de Chicago].

Sem mudanças significativas no quadro de demanda, os investidores em Chicago passam a olhar para os dados de oferta, que serão divulgados pelo USDA amanhã. De acordo com a aposta de analistas, o departamento deverá elevar sua previsão para os estoques nos EUA na safra 2025/26, de 7,89 milhões de toneladas estimadas no mês passado para 8,22 milhões.

Milho e trigo

O preço do milho fechou a sessão na bolsa de Chicago em leve baixa. Os contratos para março recuaram 0,22%, a US$ 4,4375 o bushel. Em relação ao trigo, os lotes com o mesmo vencimento caíram apenas 0,19%, a US$ 5,3475 o bushel.

Os cereais passam por um momento de ampla disponibilidade no cenário internacional. Assim, permanece a tendência de desvalorização no médio prazo.

Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *