A nova diretoria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tomou posse na noite dessa terça-feira (9/12), em Brasília. Na solenidade, o presidente reeleito João Martins, que comandará a entidade até 2029, criticou a política econômica do atual governo, reprovou a “volta da crise fiscal” no país, admitiu os impactos das mudanças climáticas no setor e disse que o agro não precisa de “benesses”.
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Ele citou a preocupação com os efeitos das guerras comerciais mundo afora para o agronegócio brasileiro e a insegurança jurídica gerada por conflitos ideológicos internos, mas garantiu que “nada impedirá” que o Brasil se consolide como celeiro do mundo.
À frente da CNA desde 2016, Martins disse que agora o momento do país é outro. “No plano interno, a volta da crise fiscal, não por falta de impostos, mas por excesso de despesas governamentais, preocupa-nos muito. Mas a agropecuária brasileira possui a capacidade fantástica de enriquecimento e expansão dentro do possível, em busca da autossustentação. Na verdade, a agropecuária não depende de benesses, embora todos os países subsidiam seus setores agrícolas”, afirmou no discurso de posse.
O dirigente refletiu que o momento exige inovação e ações para antever problemas e situações que possam desafiar o setor produtivo. “Não é exagero afirmar que o conjunto de políticas econômicas do atual governo prejudica muito a atividade do atual. Precisamos nos preparar para esse novo momento, que é diferente de oito anos atrás”, disse.
Martins evitou citar nomes de políticos ou partidos. Mais cedo, durante coletiva de imprensa, ele preferiu não responder questionamentos sobre o cenário eleitoral do país em 2026.
O presidente da CNA ainda mostrou preocupação com as mudanças climáticas. “As políticas climáticas não podem ficar indiferentes à sorte das pessoas reais e se manter no centro da produção rural”, disse. “Todos estamos preocupados com as mudanças climáticas. A produção rural já convive com a instabilidade do clima”, completou.
Confira a composição da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da CNA para o próximo quadriênio:
Diretoria Executiva
- Presidente – João Martins da Silva Júnior (BA)
- 1º vice-presidente – Gedeão Silveira Pereira (RS)
- 2º vice-presidente – Antônio Pitangui de Salvo (MG)
- 1º vice-presidente de Finanças – Humberto Miranda (BA)
- 2º vice-presidente de Finanças – Muni Lourenço Silva Júnior (AM)
- 1º vice-presidente de Secretaria – Marcelo Bertoni (MS)
- 2º vice-presidente de Secretaria – José Amílcar de Araújo Silveira (CE)
Conselho Fiscal
Efetivos
- Álvaro Arthur Lopes de Almeida (AL)
- Paulo Carneiro (TO)
- Hélio Dias de Souza (RO)
Suplentes
- Raimundo Coelho de Souza (MA)
- Luiz Iraçú Guimarães Colares (AP)
- José Álvares Vieira (RN)

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