Como acelerar a produção de alimentos e regenerar o meio ambiente

A questão de suprir de forma sustentável o aumento da demanda global por alimentos está posta e não é simples. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a produção deve crescer 14% até 2034. Mas como fazer para que ela seja capaz de alimentar a população e, ao mesmo tempo, regenerar o planeta?

Unidos, diversos setores estão conectados para repensar os sistemas de cultivo, logística e consumo. Para falar sobre essa agenda urgente, no videocast “Por Detrás do Pacote”, a jornalista Luciene Miranda conversa com Alex Carreteiro, presidente da PepsiCo Alimentos Brasil e Cone Sul.

O executivo ressalta que a indústria alimentícia, que responde por mais de 11% do PIB brasileiro, segundo a ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), tem papel crucial nessa jornada e que a marca vem trabalhando em práticas sustentáveis e positivas, servindo como catalisadora da mudança.

“Somos uma empresa do agronegócio. Somos grandes compradores de batata, de coco, de milho, ou seja, sem o agro não existimos”, pontua.

Para direcionar os esforços para essa jornada de transformação positiva, a empresa criou o PepsiCo Positive (pep+), estratégia de transformação da PepsiCo que coloca a sustentabilidade no centro de suas operações para criar crescimento e valor a longo prazo.

Tudo começa no campo, com apoio à agricultura regenerativa, que garante o cuidado e resiliência do solo, produtividade e rentabilidade ao produtor. Em seguida, vem o olhar para a cadeia de valor, como a produção sustentável na fábrica que utiliza biometano, reduzindo em 85% as emissões de escopo 1 e 2 e a logística de transporte feito com cerca de 4 mil veículos, incluindo mais de 180 movidos a eletricidade ou a gás. Por fim, a empresa assegura a destinação adequada de uma quantidade de embalagens equivalente ao volume que coloca no mercado anualmente, referentes aos seus snacks salgados e produtos longa-vida, contribuindo para fortalecer a cadeia da reciclagem.

Liderando pelo exemplo, Carreteiro afirma que a empresa conta com quatro fazendas demonstrativas (Demo Farms) de batata pelo país. Essas fazendas atestam a importância de práticas como plantas de cobertura, eficiência do uso de tecnologias como drones e monitoramento do solo, e técnicas de irrigação modernas.

“Colocamos a sustentabilidade no coração da nossa estratégia, com agricultura positiva, cadeia de valor positiva e escolhas positivas. Assim, estamos construindo um futuro com segurança alimentar e saúde para as pessoas e para o planeta”, diz.

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