A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas deve atingir 335,7 milhões de toneladas em 2026, queda de 3% em relação a 2025, ou 10,2 milhões de toneladas a menos. É o que informou nesta quinta-feira (11/12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu segundo prognóstico de safra para próximo ano.
Esta segunda projeção para 2026 é 0,9% superior à expectativa inicial, com 2,9 milhões de toneladas a mais. A estimativa para a safra 2026 inclui canola e gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos.
A expectativa de uma safra menor de grãos em 2026 do que em 2025 se deve à queda no volume de milho (-6,8% ou -9,6 milhões de toneladas, sendo crescimento de 6,4% relativo à 1ª safra e declínio de 9,7% em relação à 2ª safra); sorgo (-14,6% ou -787,9 mil toneladas); arroz (-8% ou -1 milhão de toneladas); para o algodão herbáceo em caroço (-11,6% ou -1,1 milhão de toneladas); trigo (-4% ou -319,2 mil toneladas); e feijão 1ª safra (-3,5% ou -33,6 mil toneladas).
Safra recorde em 2025
A safra de grãos deve bater recorde em 2025 e atingir 345,9 milhões de toneladas, 18,2% superior a 2024, com um acréscimo de 53,2 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Em relação ao último levantamento, a projeção do LSPA de novembro foi 0,1 % superior, com um acréscimo de 313,7 mil toneladas.
O IBGE informou ainda que a área a ser colhida para a safra de 2025 ficou em 81,5 milhões de hectares, na projeção de novembro. Isso significa aumento de 3,1% frente à área colhida em 2024; (crescimento de 2,5 milhões de hectares ante ano anterior); e alta de 0,1% (acréscimo de 66,8 mil hectares) ante projeção de outubro.
O instituto detalhou ainda que, na safra 2025 ante safra 2024, estão previstos acréscimos, na área a ser colhida, de 5,8% do algodão herbáceo (em caroço); de 10,9% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja, de 4,2% na do milho (declínio de 5,7% no milho 1ª safra e crescimento de 7% no milho 2ª safra) e de 16% na do sorgo. Em contrapartida, foram apuradas projeções de declínio de 18,6%, na área a ser colhida, na do trigo; e de 7% na do feijão.
O IBGE informou ainda estimativas de produção, por produtos, para safra de 2025 bem como comparação com a safra de 2024. Em relação à produção, na LSPA de novembro, houve acréscimos de 11,5% para o algodão herbáceo (em caroço), de 18,8% para o arroz em casca, de 14,5% para a soja, de 23,5% para o milho (crescimento de 12,4% para o milho 1ª safra e de 26,2% para o milho 2ª safra), de 35,4% para o sorgo, e de 5,1% para o trigo. Em contrapartida, houve decréscimo de 3% para o feijão.

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