A inflação voltou a acelerar em novembro

A inflação voltou a acelerar em novembro – Foto: Canva
O ambiente macroeconômico recente foi marcado por decisões relevantes de política monetária, movimentos do câmbio e indicadores mistos de inflação e atividade econômica. Segundo o Rabobank, nos Estados Unidos, o Comitê Federal de Mercado Aberto reduziu a taxa dos Fed Funds em 25 pontos-base, para o intervalo entre 3,50% e 3,75%, decisão já esperada pela instituição. Tanto o comunicado quanto a coletiva sinalizaram uma postura mais cautelosa em relação a novos cortes de juros ao longo dos próximos meses.
No Brasil, sem surpresas, o Comitê de Política Monetária decidiu de forma unânime manter a taxa Selic em 15,00%. O IPCA ficou levemente abaixo das expectativas, enquanto o cenário seguiu influenciado pela combinação de incertezas tarifárias e geopolíticas no exterior com dúvidas fiscais e políticas no ambiente doméstico. Nesse contexto, o dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 5,4182, o que representou uma apreciação de 0,6% do real frente à moeda americana na semana, configurando o segundo pior desempenho semanal em uma cesta de 24 moedas emergentes. Ainda assim, diante do elevado diferencial entre juros internos e externos e do enfraquecimento global do dólar, a projeção é de que a moeda americana termine o ano em R$ 5,50.
A inflação voltou a acelerar em novembro, com avanço de 0,18% na comparação mensal, em linha com a estimativa do Rabobank e pouco abaixo da mediana do mercado. Os grupos de transportes e despesas pessoais foram os principais responsáveis pela alta do índice, embora a avaliação geral siga apontando um cenário benigno. No campo da atividade, o IBC-Br recuou em outubro, reforçando a leitura de desaceleração, apesar dos resultados fortes observados nos dados de serviços e vendas no varejo no mesmo período.

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