Empresa detalha autonomia financeira durante crise

Após a repercussão do tema, a Belagrícola divulgou comunicado para esclarecer

Após a repercussão do tema, a Belagrícola divulgou comunicado para esclarecer
Após a repercussão do tema, a Belagrícola divulgou comunicado para esclarecer – Foto: Divulgação

A condenação da Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, por fraude corporativa e manipulação contábil na China ampliou a atenção do mercado brasileiro sobre os efeitos de crises internacionais em empresas do agronegócio com operações no país. A decisão de autoridades regulatórias e judiciais chinesas gerou questionamentos sobre a exposição financeira de subsidiárias brasileiras e sobre eventuais reflexos para credores, fornecedores e investidores do setor.

Em matéria publicada anteriormente, foram abordadas as dificuldades enfrentadas por empresas ligadas ao grupo no Brasil, como a Belagrícola e a Fiagril, que acumulam prejuízos relevantes e lidam com pressões financeiras e disputas judiciais. O material destacou ainda preocupações relacionadas à emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio e à efetividade das garantias associadas, em um contexto de fragilidade financeira dos controladores no exterior.

Após a repercussão do tema, a Belagrícola divulgou comunicado para esclarecer sua estrutura societária e situação econômico-financeira. A empresa informa que, embora a Pengdu Agriculture detenha 53,99% de participação acionária, a gestão da companhia é independente, conduzida por órgãos autônomos de administração e diretoria executiva profissional, com governança própria. Segundo o comunicado, a operação não depende de suporte financeiro dos controladores, sendo sustentada por capital de giro próprio, linhas de crédito contratadas diretamente no mercado e geração operacional de caixa.

A Belagrícola afirma ainda que o controle societário direto no Brasil é exercido pela DKBA Participações Ltda. e que não existem garantias cruzadas ou coobrigações financeiras entre a companhia e a Pengdu Agriculture. No caso dos CRAs, a empresa ressalta que os títulos não contam com aval ou fiança dos controladores e são lastreados exclusivamente em recebíveis originados de suas próprias operações. Sobre o pedido de Recuperação Extrajudicial, a empresa atribui a medida a um ciclo adverso para o agronegócio brasileiro, marcado por quebras de safra, eventos climáticos extremos, juros elevados e retração do crédito, destacando o apoio inicial de parte relevante de fornecedores e parceiros financeiros.
 



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