Assassinos usaram faca para cortar barriga de menor grávida

Victor Ostetti/MidiaNews

Quintal da casa onde menor foi enterrada,  no Jardim Florianópolis

Quintal da casa onde menor foi enterrada, no Jardim Florianópolis

CÍNTIA BORGES E ANGÉLICA CALLEJAS

DA REDAÇÃO

Os assassinos da adolescente E.A.S., de 16 anos, usaram uma faca para cortar a sua barriga e retirar a bebê da qual ela estava gestante. O crime aconteceu na quarta-feira (12), no Jardim Florianópolis, em Cuiabá. O corpo da adolescente foi encontrado nesta quinta-feira (13).

 

Ninguém mata uma mulher, a imobiliza, esganada, amarra o pescoço com corta, corta o ventre para tirar uma criança [sozinho]

A menor estava enterrada nos fundos da residência do casal suspeito pelo crime, que havia prometido doar roupas para a bebê.

 

O delegado Caio Albuquerque, titular da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), afirmou que os agentes encontraram o corpo da menor com um corte grande, na vertical, na barriga. Além do corte, ela tinha sinais de enforcamento com fios no pescoço.

 

A suspeita é que ela foi estrangulada e depois os criminosos retiraram o bebê de seu ventre. 

 

“Ninguém mata uma mulher, a imobiliza, esganada, amarra o pescoço com corta, corta o ventre para tirar uma criança [sozinho]. É um crime claramente com vários envolvidos”, afirmou o delegado, em entrevista à imprensa nesta tarde.

 

Pelo homicídio, quatro suspeitos foram presos. O casal Cristian Albino Cebalho de Arruda e Nataly Hellen Martins Pereira, que levou a bebê para o hospital e foram presos na noite de quarta-feira. E outros dois supostos envolvidos, ainda sem identidade revelada, presos na casa em que amenor estava enterrada.

 

Victor Ostetti/MidiaNews

Cova EAS

Cova onde menor foi enterrada no quintal da casa

O caso 

 

Nataly foi a um hospital com um recém-nascido e a enfermeira desconfiou por ela estar limpa e sem sangramento.

 

Inicialmente, a mulher se recusou a ser examinada, mas posteriormente permitiu a realização de testes médicos.

 

O teste de gonadotrofina coriônica, que detecta a presença de hormônios relacionados à gravidez, indicou um valor considerado consistente com uma não gestação. Foi constatado também que a mulher não produzia leite materno. 

 

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