Condenado pela trama golpista não é localizado pela PF e passa a ser considerado foragido

STF determina prisão domiciliar de dez condenados pela trama golpista

O Supremo endureceu o cerco contra o núcleo civil da tentativa de golpe ao autorizar a prisão domiciliar de dez condenados ligados ao entorno de Jair Bolsonaro. Crédito: AFP

Condenado no núcleo 4 da trama golpista, o engenheiro Carlos César Moretzsohn Rocha não foi localizado pela Polícia Federal (PF) na manhã deste sábado, 27, e passou a ser considerado foragido.

Rocha preside o Instituto Voto Legal (IVL), entidade contratada pelo Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, para produzir um relatório contestando a apuração dos votos nas eleições de 2022. O Estadão busca contato com a defesa de Carlos Rocha.

Ao STF, a Polícia Federal informou que foi até o endereço de Rocha neste sábado, mas que os policiais foram informados de que ele teria se mudado dali há alguns meses. O engenheiro era locatário do apartamento e o imóvel já teria sido alugado, segundo a PF, a um novo inquilino, que tomou posse do apartamento na sexta-feira, 26.

“Conforme certidão anexa, após contato da equipe policial, o advogado do condenado retornou a ligação afirmando que conseguiu falar com CARLOS CESAR ROCHA, mas este se recusou a fornecer seu novo endereço para fins de cumprimento das medidas cautelares impostas”, diz a Polícia Federal no relatório enviado ao STF.

Outro alvo da operação, o tenente-coronel Guilherme Marques Almeida também não foi localizado em seu endereço, em Goiânia. Contudo, a PF indentificou que ele estava em viagem com familiares para Vera Cruz, na Bahia. Um general entrou em contato com ele, que se entregou na 6ª Região Militar, em Salvador, segundo o Comando do Exército. Ele está agora sendo transportado até Goiânia.

Um dia após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, a PF cumpriu dez mandados de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, contra outros condenados pela trama golpista. Rocha foi um dos alvos da operação.

Além da prisão domiciliar, foram impostas medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais, de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas.

Além de Carlos Rocha, veja os alvos da operação deste sábado:

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