
O mercado futuro de milho apresentou comportamento misto na última sessão de 2025, refletindo um cenário de baixa liquidez e ajustes pontuais nas posições. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 encerraram o dia praticamente estáveis, influenciados pelo feriado de Ano Novo, que reduziu a movimentação e limitou variações mais expressivas.
Ao longo de 2025, o mercado na B3 foi marcado por forte valorização no início do ano, seguida por manutenção dos patamares a partir do meio do período, fase em que tradicionalmente os preços costumam ceder. Apesar de o clima e o atraso no ciclo da soja ainda permanecerem no radar dos agentes, a ampla oferta de milho no Brasil e nos Estados Unidos impediu movimentos mais intensos de alta no segundo semestre.
No fechamento do dia, os vencimentos futuros apresentaram leve viés positivo. O contrato de janeiro de 2026 foi cotado a R$ 70,28, com alta diária de R$ 0,04, embora acumule baixa semanal de R$ 0,72. O vencimento de março de 2026 encerrou a R$ 74,47, registrando avanço de R$ 0,05 no dia e recuo de R$ 0,58 na semana. Já o contrato de maio de 2026 ficou em R$ 73,85, sem variação diária e com perda semanal de R$ 0,52.
No mercado internacional, os preços do milho na Bolsa de Chicago voltaram a fechar em baixa, pressionados pela realização de lucros no complexo de grãos. O contrato março recuou 0,40%, sendo negociado a 440,50 centavos de dólar por bushel, enquanto o vencimento maio caiu 0,50%, a 448,50 centavos. O movimento foi intensificado por uma forte liquidação de posições por parte dos fundos de investimento, além da entrada volumosa de grão novo no circuito comercial, fator que mantém o viés negativo no curto prazo.

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