Justiça manda soltar tenente-coronel; ele foi exonerado de cargo

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Policial Militar, Welington Mendonça, foi solto após passar por audiência de custódia

Policial Militar, Welington Mendonça, foi solto após passar por audiência de custódia

ANDRELINA BRAZ

DA REDAÇÃO

A Justiça de Mato Grosso concedeu, na tarde deste domingo (25), liberdade provisória ao tenente-coronel da Polícia Militar, Welington Rodrigues Mendonça, preso após importunar sexualmente uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), em Cuiabá.

 

A Polícia Militar emitiu uma nota comunicando a exoneração de Mendonça do cargo de comandante do 22º Batalhão de Peixoto de Azevedo.

 

A prisão foi registrada na madrugada de sábado (24), após um desentendimento em um posto de combustíveis localizado na Praça Oito de Abril.

 

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que Welington tentou se aproximar da vítima durante a noite e, em determinado momento, “passou a mão em sua coxa e começou a empurrá-la com o quadril”.

 

O policial militar foi preso em flagrante. Na tarde de domingo, ele passou por audiência de custódia, conduzida pelo juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, que converteu a prisão em flagrante em liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

 

De acordo com o magistrado, após a análise do caso, não ficou demonstrada  a “necessidade da manutençãoda prisão preventiva do militar”.

 

Entre as cautelares impostas estão a proibição de se aproximar da vítima, mantendo distância mínima de 500 metros, bem como de seus familiares e testemunhas.

 

Além disso, Welington deverá comparecer mensalmente ao juízo competente.

 

Exoneração

 

Segundo a corporação, um procedimento administrativo foi instaurado para investigar a conduta do militar.

 

“A PMMT reforça que não coaduna com nenhum tipo de crime cometido por parte de seus integrantes”, destacou em nota.

 

Além da Polícia Militar, o presidente do Poder Legislativo, deputado Max Russi (PSB), emitiu uma nota de repúdio ao caso. 

 

No comunicado, o presidente afirmou que prestará suporte a vítima e relatou que “situações como essa são inaceitáveis e não podem ser toleradas”.

 

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