O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, deputado federal licenciado Guilherme Boulos (PSOL-SP), analisou, durante o podcast Política de Primeira, o cenário geopolítico e a postura do presidente Lula (PT) frente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Boulos defendeu que a diplomacia brasileira abandonou a submissão do governo Bolsonaro para adotar uma postura de altivez que, segundo ele, resultou no quase fim do tarifaço e no reconhecimento da importância do Brasil no cenário global. (assista ao vídeo abaixo)
O embate direto: “Aqui não, Trump!”
Boulos relembrou o momento em que Lula “engrossou a voz” para tratar com o presidente americano, contrariando conselhos de governadores de direita que pregavam uma postura de rendição.

“O Lula chegou e falou: ‘Aqui não, Trump! Você quer negociar? O Brasil negocia com todo mundo. Agora, soberania não se negocia. Aqui não.’”
Segundo o ministro, Trump “respeitou e chamou o Lula para negociar de voz bem mais baixinha”, o que teria levado ao quase fim do tarifaço e ao convite para Lula ir à Casa Branca.
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Crítica ao “patriotismo de fachada”
O ministro disparou críticas severas a líderes políticos brasileiros que, em sua visão, se submeteram aos interesses dos EUA em detrimento do Brasil.
Boulos ironizou governadores que usavam “bonezinho do MAGA” – “Make America Great Again” (“Faça a América Grande Novamente”), usados pelos apoiadores de Trump, e estendiam bandeiras gigantes dos Estados Unidos na avenida Paulista.
“Não era um vira-lata, não era um vendido, um traidor da pátria. Eu no lugar dos governadores todos que ficaram querendo dar pitaco contra o próprio país para fazer política partidária, eu nesse momento estaria com muita vergonha.”
Para Boulos, a “batalha” contra a direita bolsonarista alinhada a Trump ajudou a estabilizar a popularidade de Lula.