O secretário de Relações Institucionais de Cuiabá, Fellipe Correa (PL), tomou posse nesta quinta-feira (12) como vereador na Câmara Municipal. Primeiro suplente do partido, ele assume a vaga deixada por Chico 2000 (PL), afastado do mandato por 60 dias por decisão judicial no último dia 27 de janeiro de 2026, no âmbito da Operação Gorjeta.
A solenidade foi conduzida pela presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL). Esta é a segunda vez, nesta legislatura, que Correa ocupa temporariamente uma cadeira no Legislativo. Em maio do ano passado, ele também foi empossado após afastamento judicial de Chico 2000 durante a Operação Perfídia.
Ao comentar o retorno ao Parlamento, Correa afirmou que recebe o momento com serenidade. “É uma alegria voltar à Câmara. Já não sinto aquela ansiedade da primeira vez. A experiência no Executivo contribuiu muito, mas retornar ao Parlamento é como voltar para casa”, declarou.

Mandato temporário
Questionado sobre o tempo de permanência, Correa destacou que o afastamento determinado pela Justiça tem prazo de 60 dias, podendo haver novos desdobramentos conforme o andamento do processo. “Cumprimos a decisão judicial. Estou assumindo com responsabilidade e respeito às instituições”, afirmou.
Ele também evitou comentar o mérito das investigações envolvendo o colega afastado. “Neste caso eu não me pronuncio porque sou parte interessada. É uma questão que está sob análise da Justiça”, disse.
CPI e estrutura do gabinete
Durante a coletiva, o novo vereador foi questionado sobre a possibilidade de abertura de CPI para apurar denúncias envolvendo o ex-secretário municipal William Leite. Correa afirmou ser favorável a investigações, mas defendeu que casos sensíveis sejam conduzidos com preparo técnico e proteção às vítimas.
Sobre a equipe do gabinete anteriormente vinculada a Chico 2000, ele afirmou que a situação será avaliada nos próximos dias.
“Da outra vez mantive a equipe por sensibilidade. Agora precisamos conversar e entender o cenário”, declarou.
A posse ocorre em meio aos desdobramentos da Operação Gorjeta, que resultou no afastamento temporário do parlamentar titular.
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