Prefeita nomeia substituta de secretário acusado de estupro

A prefeita Adriane Lopes (PP) nomeou a servidora Maithe Medina Fernandes Lira de Mesquita como nova Secretária da Juventude de Campo Grande, substituindo Paulo Lands, que pediu afastamento após ser acusado de assédio e estupro por um ex-servidor da secretaria, de 22 anos.

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Jovens que participaram de seleção na Secretaria da Juventude. (Foto: PMCG)

Maithe já ocupava o cargo de gestora de projetos da prefeitura e, a partir de agora, acumulará suas funções pelo mesmo período de 60 dias, enquanto tramita a investigação contra Lands. A nomeação de Maithe foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande nesta terça-feira (3).

Diante das acusações de assédio e estupro, Lands pediu afastamento nesta segunda-feira (2). À reportagem, o ex-secretário informou que irá se manifestar após prestar esclarecimentos à autoridade policial e reunir provas.

“Irei me manifestar, sim, após prestar esclarecimentos ao delegado e reunir todas as provas contundentes já disponíveis. Na ocasião adequada, apresentarei uma devolutiva oficial a todos vocês da imprensa. Desde já, agradeço pela atenção.”

Paulo Lands.

A Polícia Civil ainda não se manifestou sobre o andamento da investigação.

As acusações

De acordo com o boletim de ocorrência sobre o caso, o rapaz afirma que mantinha relação estritamente profissional com o superior. No entanto, em julho de 2025, após aceitar carona oferecida por ele, teria sofrido toques íntimos dentro do veículo, sem consentimento.

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Ainda segundo o relato, após o episódio, o superior passou a enviar mensagens com conteúdo de conotação sexual e a insistir em um relacionamento, mesmo diante da negativa da vítima. No ambiente de trabalho, também teriam ocorrido toques indesejados, abraços forçados e comentários de teor sexual.

O boletim descreve ainda que, em dezembro de 2025, durante confraternização da empresa, houve consumo de bebida alcoólica. A vítima relata que ingeriu grande quantidade de álcool e ficou em estado de vulnerabilidade. Ao final do evento, o superior ofereceu carona, mas a levou para sua residência. No local, segundo o registro, teria ocorrido ato sexual sem consentimento. A vítima afirma que estava embriagada e não se recorda de todos os detalhes, reiterando que não consentiu com a situação.

No último dia 27 de fevereiro, o servidor foi desligado do cargo sob alegação de insubordinação e mau desempenho, fato que também consta no boletim. Diante da demissão, ele decidiu procurar a polícia para formalizar a denúncia de assédio sexual e estupro de vulnerável.

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