Um detalhe no cadastro pode travar seu crédito rural

O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais

O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais
O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais – Foto: Canva

A regularidade ambiental passou a ocupar papel central no acesso ao crédito rural no país. Segundo Rafael Guazelli, sócio-fundador da Guazelli Advocacia, a análise do Cadastro Ambiental Rural ganhou peso decisivo nas avaliações feitas por instituições financeiras.

O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais, sociais e de governança e também com novas diretrizes do Banco Central. Nesse contexto, o CAR passou a ser analisado de forma mais rigorosa e automatizada. Situações como sobreposição de áreas ou déficit de reserva legal sem compensação podem bloquear imediatamente a liberação de financiamento.

Além disso, instituições financeiras passaram a utilizar sistemas de inteligência artificial capazes de cruzar informações declaradas no cadastro com imagens de satélite atualizadas. Quando há divergência entre os dados registrados e o que é identificado nas imagens, como indícios de desmatamento recente ou uso irregular da área, o impacto pode ser direto na classificação de risco do produtor, reduzindo a possibilidade de obtenção de crédito.

Outro ponto que tem preocupado produtores é a situação de cadastros que estão ativos, mas ainda não homologados pelos órgãos responsáveis. Com o aumento da demanda por custeio para a próxima safra em 2026, essa pendência administrativa pode se transformar em um obstáculo relevante no relacionamento com bancos.

Nesse ambiente mais rigoroso, a regularização ambiental deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a integrar a estratégia financeira das propriedades. A avaliação jurídica do CAR antes da busca por financiamento, a defesa administrativa em autos de infração que possam bloquear operações e o ajuste de termos de compromisso para evitar restrições são medidas que ajudam a preservar o fluxo de crédito. A orientação é não deixar a regularização para o momento em que o recurso já é necessário, já que o planejamento jurídico agrário pode ser determinante para garantir a continuidade da produção.
 



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