Milho entra em alerta com pressão nos preços

No aspecto técnico, os preços voltaram a operar dentro de um canal lateral

No aspecto técnico, os preços voltaram a operar dentro de um canal lateral
No aspecto técnico, os preços voltaram a operar dentro de um canal lateral – Foto: Pixabay

O mercado internacional de milho registrou mais uma semana de oscilações, mantendo um movimento de queda em meio a fatores que misturam suporte e pressão sobre os preços. Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário recente reflete principalmente a atuação vendedora de fundos, projeções de aumento da área plantada nos Estados Unidos e condições climáticas favoráveis ao avanço da safra.

Apesar do viés negativo no curto prazo, alguns elementos ainda sustentam parcialmente as cotações. As exportações norte-americanas seguem fortes, acumulando volume bem acima do registrado no mesmo período do ano anterior e já próximo da meta anual. Também há preocupação com o aumento das áreas sob seca nos Estados Unidos, além da queda nos estoques de etanol e dos preços elevados do petróleo, que ajudam a manter a demanda por biocombustíveis.

Por outro lado, o mercado enfrenta pressão com a terceira semana consecutiva de queda em Chicago, impulsionada por realização de lucros e vendas de fundos. A projeção de maior área plantada na próxima safra norte-americana reforça a expectativa de aumento da oferta. Soma-se a isso a redução nas vendas semanais, menor produção de etanol e condições climáticas favoráveis ao plantio, que indicam bom desenvolvimento da safra. A incerteza sobre políticas de biocombustíveis também limita o suporte estrutural à demanda.

No aspecto técnico, os preços voltaram a operar dentro de um canal lateral, com sinais de enfraquecimento da força compradora e risco de teste de níveis mais baixos. O equilíbrio entre oferta crescente e demanda ainda firme mantém o mercado pressionado, com predominância de fatores baixistas no curto prazo.

No Brasil, o comportamento acompanha o cenário externo e a evolução da safrinha. A expectativa de maior oferta interna a partir do meio do ano já influencia as cotações, que podem recuar durante o período de colheita caso se confirme uma safra cheia. Nesse contexto, cresce a recomendação de fixação antecipada de preços, aproveitando os níveis ainda considerados positivos.

 



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