
A colheita do arroz irrigado avança no Rio Grande do Sul e já alcança cerca de metade da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. As operações têm sido favorecidas pela alternância de períodos secos e chuvas de baixa intensidade, o que permitiu a continuidade dos trabalhos, apesar de interrupções pontuais em algumas localidades.
De acordo com o levantamento, a maior parte das lavouras que ainda não foram colhidas encontra-se em estágio de maturação, enquanto uma pequena parcela permanece na fase de enchimento de grãos. Nas áreas já colhidas, as produtividades registradas são elevadas, reflexo das condições climáticas ao longo do ciclo, principalmente nas fases de estabelecimento e desenvolvimento vegetativo das plantas.
O informativo aponta que oscilações de temperatura durante a fase reprodutiva e episódios pontuais de excesso de umidade podem influenciar a qualidade industrial e o rendimento dos grãos nas áreas que ainda serão colhidas. De modo geral, porém, observa-se bom rendimento de grãos inteiros nas áreas já colhidas. Paralelamente, produtores intensificam as operações de manejo pós-colheita nas áreas liberadas.
A área cultivada com arroz no estado soma 891.908 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz. A produtividade média está projetada em 8.744 quilos por hectare, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa de Bagé, a colheita avançou de forma significativa. Na Fronteira Oeste, em Maçambará, 45% dos 18.607 hectares foram colhidos, com produtividades superiores a 8.000 quilos por hectare. Em São Borja, 35% da área cultivada, estimada em 28.910 hectares, já foi colhida, com rendimento de grãos inteiros acima de 60%.
Na Campanha, no município de Aceguá, cerca de 20% dos 7.500 hectares foram colhidos, enquanto aproximadamente 70% das lavouras estão em fase de maturação. Segundo o informativo, “chuvas volumosas pontuais têm causado atrasos nas operações”. Ainda conforme o relatório, “há expectativa de redução de produtividade e de qualidade na segunda etapa da colheita em função da elevada amplitude térmica durante a fase reprodutiva”.
Na região administrativa de Pelotas, a colheita alcança 50% da área cultivada e ocorre de forma contínua nos municípios da região. As lavouras remanescentes estão principalmente em estágio maduro, enquanto pequena parcela segue em enchimento de grãos. O informativo aponta que a colheita deve continuar ao longo de abril, conforme as condições de campo.
Na região de Santa Maria, mais de 50% da área já foi colhida. As produtividades registradas estão, em geral, acima de 8.000 quilos por hectare. Nas áreas colhidas, produtores realizam manejo mecânico do solo, como gradagem, com o objetivo de reduzir o banco de sementes de arroz vermelho e de outras plantas indesejáveis.
Na região administrativa de Santa Rosa, a colheita avançou de forma significativa, com destaque para o município de Garruchos, favorecida pelo predomínio de tempo seco. O informativo indica rendimento de grãos inteiros frequentemente superior a 62%, indicador relacionado à qualidade industrial do produto.
Na região de Soledade, a colheita ganhou ritmo e as lavouras apresentam desempenho produtivo consistente. Há disponibilidade de água nos reservatórios utilizados no cultivo. O monitoramento fitossanitário continua nas áreas de ciclo mais tardio, com atenção para pragas e doenças como percevejos e brusone, embora a maior parte dos produtores já tenha concluído essas práticas de manejo.

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