O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reúne a militância hoje, na praia de Copacabana, no Rio, em um ato em defesa da anistia aos envolvidos nos ataques golpistas do 8 de janeiro.
O que aconteceu
Protesto ocorre uma semana antes de o STF julgar denúncia da Procuradoria-Geral da República sobre tentativa de golpe. A Primeira Turma da Corte marcou para 25 de março o início do julgamento da acusação contra o chamado núcleo central da trama para impedir a posse do presidente Lula (PT). Será a primeira manifestação desde que a denúncia da PGR foi apresentada ao Supremo, em fevereiro.
Se denúncia for aceita, Bolsonaro pode se tornar réu por tentativa de golpe de Estado. A PGR aponta o ex-presidente como líder do núcleo central, que seria composto ainda pelos ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil e Defesa), Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Defesa), o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, o deputado Alexandre Ramagem e o tenente-coronel Mauro Cid.
O foco no protesto de hoje é a defesa da anistia para os envolvidos em atos golpistas. O objetivo é demonstrar apoio popular ao projeto de lei que prevê o perdão para crimes relacionados ao 8 de Janeiro, pauta que vem avançando na Câmara dos Deputados com apoio do centrão, incluindo partidos como Republicanos, PSD, União Brasil e PP, que possuem ministros no governo Lula. O movimento mira também atacar a acusação contra ele próprio feita PGR sobre a trama golpista após sua derrota na eleição presidencial de 2022.
Ataques a Lula também estão na pauta, embora em segundo plano. Com a popularidade do presidente em queda, os bolsonaristas querem aproveitar o ato para demonstrar a fragilidade da atual situação política do presidente.
Manifestantes já começam a se concentrar em Copacabana para o ato, marcado para às 10h. Os primeiros participantes chegaram por volta das 7h, vestidos com a camisa da seleção brasileira, que se tornou marca dos protestos bolsonaristas, e portam faixas com a bandeira do país, além de cartazes que pedem “anistia já” e comparam Bolsonaro ao presidente americano Donald Trump. Há dois trios elétricos estacionados no local.
“Será um grande dia”, disse Bolsonaro sobre o evento. Em vídeo publicado ontem no X, o ex-presidente mostrou a entrada do hotel onde está hospedado cheio de apoiadores o esperando para o ato à beira-mar em Copacapana. Ele afirmou na publicação que o protesto será pelo “resgate dos presos do 8 de janeiro”.
Michelle ausente e Tarcísio presente
Ex-primeira-dama não participará da manifestação. Michelle Bolsonaro, que sempre costuma comparecer aos atos, ficará de fora desta vez porque se submeteu recentemente a uma cirurgia estética e não foi liberada para participar da manifestação.
Governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), cotado como candidato da direita em 2026 com a inelegibilidade de Bolsonaro, estará presente. Além dele, o governador do Rio, Claudio Castro (PL); Jorginho Melo (PL), de Santa Catarina, e Mauro Mendes (União Brasil), de Mato Grosso, estão confirmados. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, e os deputados Zucco (PL-RS) e Altineu Côrtes (PL-RJ) estarão presentes. Além disso, o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André Prado, confirmou presença.
No trio com Bolsonaro, estará o núcleo duro do ex-presidente e as principais vozes do ato. Entre eles, o organizador do ato, o pastor Silas Malafaia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Nikolas Ferreira (PL), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o deputado federal Gustavo Gayer.


Deixe um comentário