Regras da janela partidária podem inviabilizar novo desenho de poder na ALMT

Faltando um para a janela de troca partidária em que os deputados estaduais poderão trocar de agremiação política sem perder o mandato, um novo desenho de poder começa a ser rascunhado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com destaque para Podemos e PRD. Contudo, as regras da janela eleitoral podem impedir o esboço de virar arte final.

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Isso porque em 2026 a janela só valerá para deputados estaduais e federais, não para vereadores. Dessa forma, os parlamentares municipais, nomes importantes para compor as chapas de 28 candidatos a deputado estadual, ficarão impedidos de trocar de partido.
Por exemplo, tem se cogitado repetidamente que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, troque o PSB pelo Podemos. Entretanto, toda força dos 155 vereadores eleitos pelo PSB em Mato Grosso não poderá o acompanhar para compor a chapa de deputado estadual, precisando encontrar candidatos entre os 43 vereadores do Pode. 
Dessa forma, o Podemos teria dificuldade em montar um grupo para eleger mais de dois, mesmo que receba nas suas fileiras os nomes atualmente cotados, como Beto Dois a Um, atualmente no União Brasil, e ex-deputados como Mauro Savi e Wagner Ramos. Por isso, Max só deve executar essa troca partidária se decidir encarar alguma candidatura majoritária, para consolidar uma identificação com a direita.
Outro partido que deve ter dificuldades em engrossar fileiras seria o PRD, atualmente comandado pelo suplente de senador Mauro Carvalho e que conta com um deputado estadual, o Chico Guarnieri, suplente que chegou ao cargo após o titular Claudio Ferreira (PL) ser eleito prefeito de Rondonópolis.
A sigla conta com a chegada de Dilmar Dal Bosco, do União Brasil, bem como de outras lideranças ligadas a base governista e que querem espaço fora do União Brasil para concorrer a deputado estadual. Os próprios nomes de Júlio Campos (União) e Jayme Campos (União). A sigla conta com mais força que o PODE, já tendo 62 vereadores em suas fileiras.
Com isso, nos bastidores, a única certeza que existe é a migração de Faissal Calil do Cidadania para o PL. Todas as outras mudanças, por mais que “bem encaminhadas”, ainda são consideradas discussões embrionários, ou até mesmo como cartas para um blefe nas negociações partidárias até chegar a janela de troca partidária.

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