Cidinho defende B20 e E35 e diz que biocombustíveis viraram “escudo” do Brasil contra crise

O ex-senador Cidinho Santos defendeu a ampliação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 20% e de etanol na gasolina para 35%, e afirmou que os biocombustíveis precisam deixar de ser apenas uma pauta do setor para virar decisão estratégica de Estado. Em artigo, ele sustenta que a alta do petróleo e a instabilidade internacional recolocaram o tema no centro da disputa econômica.

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Na avaliação de Cidinho, o avanço dos combustíveis fósseis no mercado internacional já pressiona o custo do diesel, do frete, dos fertilizantes e da produção no campo. Ele diz que, ao contrário de outros países, o Brasil tem uma vantagem pronta para ser usada porque já construiu uma cadeia robusta de etanol e biodiesel.
O ex-senador usa Mato Grosso como vitrine desse argumento. Segundo ele, o estado saiu de 2,44 bilhões de litros de etanol na safra 2019/2020 e pode chegar a 8,44 bilhões de litros na safra 2026/2027, com 86% desse volume vindo do milho. No biodiesel, cita produção recorde de 2,30 bilhões de litros em 2025 e a consolidação de Mato Grosso como o segundo maior produtor do país.
A tese central do artigo é simples e pesada: o problema, segundo Cidinho, não é falta de matéria-prima, escala ou tecnologia. O problema seria decisão política. Por isso, ele cobra a adoção do B20 e do E35 como resposta direta à dependência de combustíveis fósseis importados e à volatilidade do mercado externo.
No texto, Cidinho também compara preços para reforçar o discurso. Afirma que o diesel A S10 importado está em R$ 6,40 por litro, acima do biodiesel, cotado em R$ 5,15 por litro, com base em dados da ANP. Para ele, a ampliação da mistura teria efeito duplo: reduzir vulnerabilidade externa e aliviar o custo final ao consumidor.
Ex-senador por Mato Grosso, empresário do agronegócio e CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participações, Cidinho encerra o artigo dizendo que o Brasil já tem nas mãos o “remédio” para enfrentar a crise energética global e que falta transformar esse potencial em política de Estado com previsibilidade e segurança para investimentos.

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