Com investimento de R$ 575 milhões, usina em MT vai triplicar produção de etanol de milho

A ALD Bioenergia garantiu um financiamento de R$ 575,3 milhões para ampliar sua planta industrial em Nova Marilândia (MT) e triplicar a produção de etanol de milho até 2028. Com o investimento, a capacidade anual saltará de 150 milhões para cerca de 400 milhões de litros, além do aumento significativo no processamento de milho e na produção de coprodutos, impulsionando a economia regional e gerando novos empregos.

Leia também 
Cidinho defende B20 e E35 e diz que biocombustíveis viraram “escudo” do Brasil contra crise
Com o investimento, a companhia irá triplicar sua capacidade produtiva até 2028. A usina passará dos atuais 150 milhões para cerca de 400 milhões de litros de etanol por ano, além de ampliar o processamento de milho de 335 mil para 900 mil toneladas anuais.
O projeto também prevê o aumento na produção de coprodutos. O DDGS (grãos secos de destilaria) deve crescer de 80 mil para 230 mil toneladas por ano, enquanto o óleo de milho passará de 6 mil para 18 mil toneladas anuais, fortalecendo a cadeia produtiva regional.
Do total aprovado, R$ 359,5 milhões são provenientes das linhas Finem e Fundo Clima, enquanto R$ 215,8 milhões correspondem a crédito via BNDES Máquinas e Serviços, voltado principalmente à aquisição de equipamentos. O Fundo Clima integra a política nacional de apoio a projetos voltados à redução de emissões e à transição energética.
A expansão deve gerar cerca de 400 empregos durante a fase de obras. Após a conclusão, o quadro de colaboradores da empresa deve crescer de 188 para aproximadamente 275 profissionais, contribuindo diretamente para a economia local.
“Seguimos crescendo com a confiança do BNDES, que reconheceu o potencial da nossa operação. Essa expansão reforça nosso compromisso com a região, gerando empregos e fortalecendo parcerias que agregam valor a toda a cadeia produtiva”, afirma José Afonso Gonçalves.
Localizada em uma região estratégica do agronegócio, próxima a polos como Diamantino, Campo Novo do Parecis e Sapezal, a ALD Bioenergia utiliza atualmente milho produzido por seus próprios sócios. Com a ampliação, a empresa também deve intensificar a aquisição de grãos de produtores da região.
Além do mercado interno, a companhia avança na atuação internacional. Em março, recebeu autorização para exportação de DDGS para a China, ampliando suas oportunidades de negócio.
“A ALD Bioenergia mantém o compromisso com a transição energética e a redução da pegada de carbono, utilizando biomassa de reflorestamento. Nossa atuação está alinhada a iniciativas como o RenovaBio e o Fundo Clima, contribuindo para o avanço da matriz energética brasileira”, destaca Marco Orozimbo.
A operação contou com assessoria financeira da Czarnikow. Segundo Fernando Soares, o projeto reforça o papel do etanol de milho na matriz energética brasileira e evidencia o crescimento do setor.
“Consolidar a posição brasileira como líder mundial em energia limpa, com cerca de 89% de fontes renováveis, é uma das prioridades do governo. E o BNDES é o agente responsável pela realização dessa política pública, com US$ 36,4 bilhões em crédito para o setor entre 2004 e 2023”, disse Aloizio Mercadante.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: