Tarifa americana e Samsung agitam mercados nesta terça

Os mercados internacionais começam esta terça-feira (7) divididos entre a turbulência no setor de tecnologia na Ásia e a expectativa sobre as tarifas de 25% que os Estados Unidos podem impor a produtos brasileiros.

No Brasil, o Ibovespa fechou o pregão anterior com queda de 0,93%, aos 172.447 pontos, enquanto o dólar recuou 0,71%, para 5,13 reais.

O principal assunto da agenda brasileira são as audiências do escritório de comércio dos EUA (USTR) sobre a tarifa adicional contra o país, motivada por uma investigação que cita o Pix, o etanol, o desmatamento e questões de propriedade intelectual.

Multinacionais como Coca-Cola, eBay e Tesla já pediram a Washington que recue da medida. Paralelamente, o mercado financeiro observa se o Tesouro Nacional vai intervir no leilão de títulos públicos NTN-B desta terça, depois que o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, sinalizou preocupação com as taxas de juros reais pagas pelo governo. O órgão já cancelou leilões duas vezes neste ano, diante do estresse nos juros futuros.

Lá fora, o destaque negativo veio da Coreia do Sul: as ações da Samsung caíram entre 7,5% e 9% em Seul, mesmo depois de a empresa reportar lucro trimestral 19 vezes maior que o de um ano atrás — o resultado, ainda assim, frustrou expectativas mais otimistas do mercado.

A fabricante de chips SK Hynix também recuou mais de 10%, arrastando outras bolsas asiáticas: o Nikkei, no Japão, fechou em queda de mais de 2%, e as bolsas de Hong Kong e Xangai também terminaram no vermelho.

Na Europa, os principais índices operam sem direção única, enquanto em Nova York os futuros também mostram sinais mistos: o Dow Jones sobe levemente, mas Nasdaq e S&P 500 recuam, pressionados pelo mesmo nervosismo com a tecnologia asiática.

O petróleo Brent opera acima de 72,50 dólares por barril nesta manhã, com alta de cerca de 1,2%, enquanto o WTI se aproxima de 69 dólares, reforçando o viés positivo diante das persistentes tensões no Estreito de Ormuz.

O bitcoin, por sua vez, opera perto de 63 mil dólares. No radar internacional, líderes europeus preparam anúncios de acordos bilionários de armamento durante a cúpula da Otan na Turquia, que contará com a presença do presidente Donald Trump.



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