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A PGR (Procuradoria-Geral da República) defendeu hoje que o STF (Supremo Tribunal Federal) transforme policiais e militares denunciados pela tentativa de golpe de Estado em réus.
O que aconteceu
Defesas questionaram delação do tenente-coronel Mauro Cid e a competência do STF para julgar o caso, o que foi rebatido pela PGR. “Não é cabível, por outro lado, a manifestação sobre as teses aprofundadas de mérito adiantadas pelas defesas nesta fase processual preliminar. A Procuradoria-Geral da República, quando do oferecimento da denúncia, apresentou sua convicção sobre o enquadramento típico das condutas investigadas, a materialidade dos crimes imputados e os elementos persuasivos sobre a autoria respectiva.”
Veja a lista do núcleo 3 da denúncia da PGR
- Bernardo Romão Correa Netto
- Cleverson Ney Magalhães
- Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira
- Fabrício Moreira de Bastos
- Hélio Ferrreira Lima
- Márcio Nunes de Resende Júnior
- Nilton Diniz Rodrigues
- Rafael Martins de Oliveira
- Rodrigo Bezerra de Azevedo
- Ronald Ferreira de Araújo Júnior
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros
- Wladimir Matos Soares
Cronologia do plano golpista, segundo as investigações:
- 5 de julho de 2022 – Reunião ministerial cuja gravação foi encontrada com Mauro Cid. Nela, Bolsonaro discursa para 22 ministros e os conclama a agir, além de fazer vários ataques ao sistema eleitoral: “Nós não podemos esperar chegar 23, olhar para trás e falar: o que que nós não fizemos para o Brasil chegar à situação de hoje em dia?”
- 8 de novembro de 2022 – Mauro Cid envia áudio ao general Freire Gomes dizendo que Bolsonaro estava recebendo pessoas que o pressionavam a agir
- 9 de novembro de 2022 – Mário Fernandes imprime o plano Punhal Verde Amarelo, que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, e o leva ao Alvorada. Ministério da Defesa divulga nota informando que encaminhou relatório sobre urnas ao TSE
- 12 de novembro de 2022 – Braga Netto se reúne com Mauro Cid e kids pretos em Brasília. As provas reunidas pela PF indicam que os militares começaram a colocar em prática o plano golpista após essa reunião
- 19 de novembro – Minuta golpista é apresentada a Bolsonaro no Alvorada por Felipe Martins e padre José Eduardo de Oliveira e Silva
- 29 de novembro – Militares e apoiadores de Bolsonaro disseminam carta aos generais os pressionando a aderir a teses golpistas
- 7 de dezembro – Nova versão da minuta, com ajustes, é apresentada por Bolsonaro aos comandantes do Exército e da Marinha e ao ministro da Defesa, no Alvorada
- 8 de dezembro – Kids pretos ativam celulares que foram utilizados no plano Punhal Verde e Amarelo. Mário Fernandes se encontra com Bolsonaro
- 9 de dezembro – Bolsonaro rompe silêncio, fala com apoiadores, faz ajustes em minuta e se encontra com Estevam Theóphilo, que teria apoiado o golpe
- 14 de dezembro – Braga Netto xinga Freire Gomes de “cagão” em mensagem de WhatsApp para Ailton Barros, militar expulso do Exército que participava das articulações para pressionar os comandantes a aderir ao golpe
- 15 de dezembro – Kids pretos se mobilizam em Brasília e chegam a se aproximar da casa de Moraes para executar o plano Punhal Verde e Amarelo. O plano, porém, é desarticulado por falta de apoio do comandante do Exército

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