O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira, 20, um decreto que reajusta as tarifas incidentes sobre a importação de alumínio. A justificativa é que a produção doméstica de alumínio primário não acompanha o ritmo de consumo interno. A norma prevê benefício tarifário a companhias que ampliarem a capacidade instalada em solo americano.
Produção interna abaixo da demanda
Segundo texto divulgado pela Casa Branca, a demanda americana por alumínio primário ultrapassa a capacidade produtiva atual do país. Trump classificou o metal como estratégico tanto para a economia quanto para o setor de defesa nacional.
Um trecho atribuído ao secretário de Comércio afirma ser necessário “modificar o regime tarifário do alumínio para incentivar mais efetivamente o aumento da produção nacional de alumínio primário”.
Incentivo à instalação de fundições
O decreto determina que o secretário de Comércio crie um programa de estímulo voltado a empresas dispostas a construir, ampliar ou reformar fundições de alumínio em território americano. Para participar, as companhias precisarão apresentar planos de relocalização de suas operações.
Caso sejam aprovados, esses projetos garantirão o direito de importar um volume de alumínio primário proporcional ao investimento realizado, pagando metade da alíquota prevista pela Seção 232 — mecanismo comercial já utilizado em tarifas anteriores do governo americano sobre metais importados.

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