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A minha raiva era quando chegava uma medição de R$ 10 milhões, ia para supervisora e de lá só voltava com R$ 2,5 milhões, R$ 2,1 milhões [para pagamento]. Eles pediam coisas absurdas e a Sinfra não paga. Há uma mudança de metodologia nesse governo, se você não fez, você não recebe, disse Marcelo, nesta segunda-feira (17).
A declaração foi dada durante audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), atendendo a convocação do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), para esclarecer detalhes da situação atual do contrato e sobre o futuro da obra do BRT.
Marcelo fez questão de enfatizar que o atraso das obras não foi causado pela falta de dinheiro. De acordo com ele, o governo do Estado tinha R$ 153 milhões empenhados para serem pagos em 2024 pelas obras do BRT, contudo, somente foram concluídas o referente a R$ 88,3 milhões.
O governo do Estado de Mato Grosso tem recurso no caixa, o governo do estado de Mato Groso tem orçamento para a conclusão da obra do BRT. Quero deixar isso bem claro. Tínhamos, inclusive, empenhado 153 milhões empenhados, com dinheiro no caixa,para pagar o consórcio, afirmou.
De acordo com ele, o pagamento pelas medições da obra atende critérios técnicos e nenhuma pressão empresarial é aceita para adiantar pagamentos de algo não executado.
Eu não recebo empreiteiro, eu não converso com empreiteiro. O que ele vai conversar comigo? Meu horário de serviço é das 7h30 às 17h30. Às 17h30 só não saio se tem um governador me chamando pra ir no gabinete dele. Não há necessidade de receber pessoas depois do expediente, ressaltou.

Secretário afirma que Consórcio BRT pedia pagamentos absurdos, mas que Sinfra nunca cedeu
O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Duarte, o Padeiro, revelou que o Consórcio Construtor BRT Cuiabá solicitava pagamentos absurdos ao entregar os relatórios de medições. Pedidos de recebimentos de R$10 milhões que se transformaram em R$ 2,1 milhões, por exemplo após passar por uma revisão do setor de fiscalização da Sinfra.
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