Uma nova ponte internacional está sendo construída para conectar Argentina e Brasil

Uma nova ponte internacional vai cruzar o Rio Uruguai entre Porto Xavier, no Rio Grande do Sul, e San Javier, na Argentina. O contrato integrado inclui projetos, licenciamento, desapropriações, acessos e execução da obra. A estrutura terá cerca de 950 metros e criará uma ligação rodoviária permanente onde a travessia ainda depende de balsas.

Onde será construída a nova ponte internacional?

A ponte ligará Porto Xavier à cidade argentina de San Javier, na região das Missões. O lado brasileiro será conectado à malha federal pela BR-392, com acessos e um novo complexo de fronteira.

O local atende uma reivindicação discutida desde a década de 1970. Atualmente, veículos atravessam o rio em embarcações, operação limitada por horários, capacidade e condições da água.

O planejamento técnico publicado pelo DNIT aponta 950 metros para o vão principal, além de 900 metros de acesso no Brasil e 500 metros na Argentina.

Uma nova ponte internacional está sendo construída para conectar Argentina e Brasil
Uma nova ponte internacional está sendo construída para conectar Argentina e Brasil

Como será a estrutura sobre o Rio Uruguai?

A passagem será preparada para veículos, bicicletas e pedestres. A largura prevista é suficiente para separar as faixas de circulação e criar áreas laterais de segurança.

O projeto reúne estas partes:

1

Ponte com 950 metros
O tabuleiro principal atravessará o Rio Uruguai entre as 2 cidades.

2

2 faixas de tráfego
Veículos circularão em sentidos opostos com acostamentos laterais.

3

Ciclovia e passagem de pedestres
A estrutura reservará espaço para quem atravessa sem automóvel.

4

Complexos de fronteira
Áreas de controle migratório, aduana e fiscalização completarão a ligação.

O que está incluído no contrato da obra?

O contrato reúne desde os projetos detalhados até a construção da ponte e dos acessos. Esse modelo permite que o mesmo consórcio desenvolva soluções técnicas e execute os serviços depois das aprovações.

A homologação aprovada pela Diretoria Colegiada do DNIT registrou valor de R$ 214.681.195,71.

  • Projetos: o consórcio prepara os desenhos básicos e executivos da estrutura.
  • Licenciamento: estudos devem atender às condições ambientais dos 2 países.
  • Desapropriações: áreas necessárias aos acessos podem passar por liberação e reassentamento.
  • Obras: o contrato inclui ponte, vias de chegada e infraestrutura da fronteira.
  • Integração: equipes brasileiras e argentinas precisam coordenar padrões e autorizações.

O que já avançou e o que ainda precisa acontecer?

A licitação e o contrato avançaram, mas a abertura da ponte depende de projetos, licenças, preparação das áreas e construção física. Essas etapas acontecem dentro do mesmo contrato integrado.

Em março de 2026, o DNIT aprovou uma mudança no critério de pagamento sem retirar do contrato a execução completa:

Concluído

Licitação do contrato integrado
O consórcio responsável foi escolhido e o valor foi homologado.

Contratado

Projetos, licenças e construção
As etapas principais fazem parte do mesmo objeto contratado pelo DNIT.

Em preparação

Áreas e projetos executivos
O terreno, os acessos e os detalhes estruturais precisam ser liberados.

Próxima fase

Construção e abertura ao tráfego
A entrega depende do avanço coordenado nos lados brasileiro e argentino.

Leia também: Rio artificial com mais de 145 km construído para levar água a uma das áreas mais secas da região deixa cientistas e engenheiros incrédulos

Como a ponte pode mudar a fronteira entre Brasil e Argentina?

A ponte pode permitir circulação contínua de caminhões, carros, ônibus, ciclistas e pedestres. A travessia deixará de depender apenas da capacidade e dos horários das balsas.

O caminho também poderá encurtar rotas entre as Missões, o noroeste gaúcho e a província argentina de Misiones. Produtores, transportadoras, comerciantes e moradores terão uma alternativa permanente para cruzar o rio.

A ligação física não elimina os controles de fronteira. Documentos, mercadorias e veículos continuarão sujeitos à fiscalização dos 2 países nos novos complexos aduaneiros.



Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *