Um dos maiores predadores dos oceanos voltou a chamar a atenção dos cientistas. Contender, um tubarão-branco de 4,2 metros de comprimento e cerca de 770 quilos, emitiu um novo sinal de rastreamento em julho de 2026 e pode estar se deslocando para Cape Cod, uma das regiões turísticas mais famosas dos Estados Unidos.

Apesar da repercussão, pesquisadores destacam que não há confirmação de que o tubarão esteja próximo de banhistas. O sinal recebido foi incompleto e apenas indica que a nadadeira dorsal emergiu brevemente na superfície.
Quem é Contender, o maior tubarão-branco já monitorado no Atlântico?
O animal é considerado o maior macho da espécie já capturado, marcado e liberado no Atlântico Norte ocidental. A possibilidade de que ele esteja próximo de praias movimentadas rapidamente despertou curiosidade nas redes sociais e entre moradores da costa americana.
Contender foi identificado em janeiro de 2025, a cerca de 72 quilômetros da costa entre a Flórida e a Geórgia. Na ocasião, cientistas instalaram um transmissor via satélite capaz de funcionar por aproximadamente cinco anos, permitindo acompanhar parte de sua jornada pelo oceano.
Desde então, o tubarão tem sido monitorado em uma rota que inclui o sudeste dos Estados Unidos e regiões próximas ao Canadá.
Os dados conhecidos sobre o animal impressionam:
- 4,2 metros de comprimento;
- Peso estimado entre 750 e 770 quilos;
- Macho adulto da espécie Carcharodon carcharias;
- Transmissor com autonomia de cerca de cinco anos;
- Histórico de migração entre EUA e Canadá.
Tubarão pode estar a caminho de um dos destinos mais visitados dos EUA
A possível aproximação de Cape Cod não é considerada incomum. Todos os anos, grandes tubarões-brancos migram para águas mais ao norte durante o verão, acompanhando a disponibilidade de alimentos, como peixes e mamíferos marinhos.
Cape Cod, localizada no estado de Massachusetts, é conhecida pelas praias, cidades históricas e pelo grande fluxo de turistas durante os meses mais quentes. O local, inclusive, já registrou diversos avistamentos de tubarões-brancos nos últimos anos.
Segundo especialistas, o sistema de rastreamento depende de um detalhe importante: a nadadeira dorsal precisa permanecer tempo suficiente fora da água para enviar informações completas aos satélites. Por isso, períodos de silêncio são normais.
Um sinal isolado pode indicar apenas que o animal emergiu por alguns segundos, sem revelar sua posição exata.
Além de alimentar a curiosidade do público, o monitoramento ajuda cientistas a entenderem melhor o comportamento dos tubarões-brancos. Os pesquisadores esperam descobrir:
- Quanto tempo grandes machos permanecem em determinadas áreas;
- Quais rotas utilizam entre Estados Unidos e Canadá;
- Possíveis regiões de reprodução;
- Como temperatura e oferta de alimentos influenciam a migração.
A cada novo sinal, Contender ajuda a desvendar um pouco mais dos hábitos de um dos animais mais fascinantes e temidos dos oceanos. Enquanto isso, a expectativa cresce para saber onde o gigante do Atlântico aparecerá em seguida.