Uma decisão publicada pelo Ministério da Defesa chamou a atenção ao reunir, em uma mesma mesa de trabalho, representantes de elite do Estado-Maior, da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O motivo de tanta articulação militar?

O futuro do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, o icônico Monumento aos Pracinhas, localizado no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.
Portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29) instituiu um Grupo de Trabalho especial que terá 360 dias para desenhar um plano estratégico focado na preservação, sustentabilidade e governança do espaço histórico.
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Força-tarefa
Ao todo, serão 12 oficiais e especialistas divididos entre as três Forças Armadas. Eles terão a missão de criar regras de curto, médio e longo prazos para manter a estrutura erguida em homenagem aos brasileiros que combateram na Europa.
Além da conservação predial do patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o grupo militar terá que elaborar:
- Regras ambientais rígidas para qualquer intervenção futura no ecossistema do Parque do Flamengo;
- Protocolos de proteção de dados (LGPD) e transparência para o acervo e visitantes;
- Planos de sustentabilidade para garantir que a estrutura resista à maresia e à ação do tempo.
Guardião da memória
Inaugurado em 1960, o monumento guarda os restos mortais de 462 soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) mortos em combate na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
O grupo de trabalho realizará reuniões periódicas e submeterá o relatório final diretamente ao Ministério da Defesa.