O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta quarta-feira (5) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre os anos de 2023 a 2025. O indíce alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
O índice reflete o desempenho dos estudantes e as taxas de aprovação em diferentes etapas de ensino e é calculado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Inep.

Em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental brasileiro nas redes públicas e privadas passou de 6 para 6,3 nos anos iniciais (do 1º ao 5º ano) e de 5 para 5,3 nos anos finais (do 6º ao 9º ano).
Já o Ideb do ensino médio em ambas as redes passou de 4,3 para 4,5. Considerando apenas a rede pública, o resultado passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais; de 4,7 para 5.0 nos anos finais; e de 4,1 para 4,3 no ensino médio.
📗MEC acompanha mais de 400 municípios com Ideb abaixo de 4,9
Durante coletiva de imprensa, o MEC anunciou ações para acompanhamento próximo dos 442 municípios que seguem com Ideb abaixo de 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2023, eram 1.097 municípios nessa situação. Em 2005, há 20 anos, eram 4.110.
A pasta vai oferecer assistência técnica com ênfase nos processos de aprendizagem e acompanhamento de ações para estes municípios.

Além disso, o MEC também prevê para outubro a divulgação do plano de ação e das metas que estão sendo construídos para atender às demandas do Novo Plano Nacional de Educação (PNE), focados em aprendizagem e, principalmente, em equidade.
🎒Estados alcançam resultados superiores
Todas as unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental.
Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
Em 2025, os dados do ensino fundamental nos anos iniciais refletem a realidade de 14,5 milhões de matrículas em 101 mil escolas.
Nos anos finais, o índice retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.