Com maior nariz do reino animal e até dois metros de comprimento, elefantes podem ter alergias a pólen e poeira

Com um “nariz” que mede cerca de dois metros de comprimento e serve para respirar, mas também pegar comida e beber água, a tromba do elefante é considerada o maior nariz de todo o reino animal. Essa estrutura corporal do elefante é uma mistura do nariz com o lábio de cima.

Com todo este tamanho, é possível que estes animais também estejam suscetíveis a alergias e alguns tipos de doenças respiratórias? A resposta é sim! Com a mudança de estação, muitos começam a sentir o nariz entupido e os olhos coçando, sinais clássicos das alergias.

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Com maior nariz do reino animal, elefantes utilizam tromba para respiração, alimentação, hidratação. – Foto: Associação Santuário de Elefantes Brasil (SEB)

De acordo com informações do Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães (MT), os pulmões dos elefantes, assim como outros aspectos da anatomia destes animais, são estruturas impressionantes.

Segundo a instituição, que resgata elefantes cativos em situação de risco, os elefantes são os únicos mamíferos do planeta que não possuem cavidade pleural, espaço preenchido por líquido entre pulmões e parede torácica.

Seus pulmões são ligados diretamente à parede do tórax e ao diafragma por tecido conjuntivo, uma característica única. Por isso, a respiração depende dos movimentos da musculatura do tórax, e não da expansão da caixa torácica, como nos seres humanos.

Pesquisas mostram que essa adaptação permite um controle muscular mais preciso da respiração, ajudando os elefantes a lidar com as diferenças de pressão quando mergulham.

Além de poderem permanecer submersos respirando pela tromba, também protege os pulmões contra o pneumotórax espontâneo, quando ar se acumula entre pulmão e parede torácica.

🐘 Elefantes também têm alergias?

Estudos mostram que animais de praticamente todas as espécies podem apresentar alterações de saúde quando expostos a alérgenos como esporos, gramíneas e pólen.

No entanto, animais domesticados são muito mais propensos a desenvolver alergias do que os selvagens, com base no princípio evolutivo conhecido como “use-o ou perca-o”.

Séculos vivendo em ambientes internos, com menor exposição a alérgenos naturais, podem contribuir para sistemas imunológicos menos preparados.

O SEB usa como exemplo a explicação do imunologista Andy Flies, especializado em animais selvagens da Universidade da Tasmânia. Para ele, a própria evolução pode ter eliminado as alergias das populações selvagens.

Ele usa como exemplo um leopardo perseguindo uma presa e espirrando quando está prestes a alcançá-la: a seleção natural dificilmente permitiria que esse tipo de característica persistisse.

Embora elefantes em cativeiro possam apresentar sensibilidades alimentares e, em alguns casos, problemas de pele relacionados a alergias, tudo indica que, de forma geral, eles conseguem escapar da maioria dos sintomas alérgicos.

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