O Banco Central avalia ampliar o alcance do Pix com conexões a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países e novas aplicações no mercado de crédito.
As propostas aparecem na segunda edição do Relatório de Gestão do Pix e incluem transações internacionais em poucos segundos, uso de recebíveis futuros como garantia e adaptação ao recolhimento automático de impostos.
Com informações do Valor Econômico.
O Pix poderá funcionar em pagamentos internacionais?
O Banco Central estuda conectar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos estrangeiros, permitindo remessas e compras internacionais com liquidação em moeda local em poucos segundos.
A discussão envolve tanto conexões diretas entre países quanto redes multilaterais. Segundo o BC, a integração poderia reduzir custos, acelerar operações e ampliar o acesso aos serviços financeiros internacionais.
Quais vantagens uma conexão internacional pode trazer?
O modelo ainda está em fase de estudos, sem definição dos países participantes ou de uma data para implantação. Mesmo assim, o BC aponta possíveis impactos importantes para consumidores e empresas:
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Pix internacional
O que pode mudar para quem envia dinheiro ao exterior?
A possível conexão do Pix com sistemas estrangeiros pode tornar pagamentos internacionais mais rápidos, acessíveis e transparentes.
Atualmente, empresas privadas já oferecem soluções que permitem utilizar o Pix em operações realizadas no exterior, enquanto instituições estrangeiras podem viabilizar pagamentos de não residentes no Brasil.
O dinheiro recebido pelo Pix poderá servir como garantia de empréstimo?
Outra proposta em avaliação prevê o uso do fluxo futuro de recebimentos pelo Pix como garantia para financiamentos. A medida pode ser especialmente relevante para micro, pequenas e médias empresas que concentram suas vendas no sistema.
Na prática, os bancos poderiam utilizar o histórico de recebimentos recorrentes para avaliar melhor a capacidade de pagamento dos negócios. A expectativa é melhorar as garantias e, potencialmente, reduzir o custo do crédito.

O Pix também poderá ser usado para parcelamentos e impostos?
O Banco Central acompanha soluções privadas que permitem oferecer crédito durante a própria jornada de pagamento, incluindo modelos de Pix parcelado. A ideia aproximaria o sistema de modalidades tradicionais de crédito sem abandonar sua característica instantânea.
Além disso, a infraestrutura do Pix está sendo adaptada à reforma tributária. O mecanismo de recolhimento automático prevê a retenção e distribuição do IBS e da CBS no momento da liquidação da venda, direcionando os tributos ao Fisco e deixando ao vendedor apenas o valor líquido.
Por que essas mudanças podem transformar o sistema de pagamentos brasileiro?
Se as propostas avançarem, o Pix poderá deixar de ser visto apenas como uma ferramenta para transferências instantâneas e assumir funções mais amplas na economia digital.
O sistema poderá atuar simultaneamente em pagamentos, operações internacionais, crédito empresarial e arrecadação tributária.

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