DA REDAÇÃO
O deputado estadual Júlio Campos (União) atribuiu a derrota do senador Wellington Fagundes (PL) na eleição para o Governo de Mato Grosso à estratégia adotada durante a campanha. Segundo ele, o senador “ficou parado” enquanto Otaviano Pivetta (Republicanos) ganhou ritmo na reta final.
Enquanto o Pivetta atrasou a campanha, demorou um pouco, mas quando entrou, entrou para valer, o WF ficou parado
Pivetta foi reeleito no primeiro turno, com 1.128.099 votos, o equivalente a 60,77% dos votos válidos. Wellington terminou em segundo, com 430.442 votos (23,19%).
Para Júlio, a diferença foi construída principalmente nas últimas semanas. Ele afirmou que Wellington teria esperado pelo apoio da família Bolsonaro, estratégia que, na avaliação dele, não teve o mesmo efeito obtido na campanha de José Medeiros (PL), eleito para o Senado.
“O Wellington não colocou a campanha na rua. Vamos ser justos. Enquanto o Pivetta atrasou a campanha, demorou um pouco, mas quando entrou, entrou para valer, o Wellington ficou parado, aguardando o 22 do Bolsonaro, que funcionou para Medeiros, mas não para ele”, afirmou.
O deputado também criticou a participação de integrantes da família Bolsonaro na campanha. Segundo Júlio, houve constrangimento em episódios nos quais Michelle Bolsonaro se recusou a declarar apoio a Wellington e Eduardo Bolsonaro pediu votos a Pivetta.
“Foi muito vergonhoso aquela cena da família Bolsonaro apoiando o vice-governador e não falando o nome dele [Wellington], a Michelle. O Eduardo Bolsonaro, gravou pedindo voto para Pivetta. Então, quer dizer, foi uma campanha constrangedora, cá entre nós”, disse.
Críticas durante a campanha
As críticas de Júlio à campanha de Wellington não começaram após o resultado da eleição. Durante o período eleitoral, o deputado já havia reclamado publicamente da organização do comitê do candidato.
Em uma publicação nas redes sociais, afirmou que faltavam materiais de campanha e que a estrutura estaria prejudicando a candidatura.
A declaração ocorreu quando a disputa ainda era apontada como equilibrada nas pesquisas. Segundo Júlio, até cerca de 15 dias antes da votação, Wellington aparecia na liderança dos levantamentos, antes de Pivetta ampliar a vantagem e vencer a eleição em primeiro turno.
Júlio é filiado ao União Brasil, mas apoiou Fagundes na disputa ao Governo. Ele também saiu derrotado na tentativa de reeleição e ficou apenas na suplência do partido.
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