Canopus nega participação e afirma não ter recebido R$ 154 mil

MidiaNews

Foto mostra carros da concessionária GAC, em Várzea Grande, no dia da inauguração, em 2025

Foto mostra carros da concessionária GAC, em Várzea Grande, no dia da inauguração, em 2025

LIZ BRUNETTO

DA REDAÇÃO

O Grupo Canopus negou ter qualquer participação em uma negociação que resultou em um prejuízo de R$ 154 mil a um casal que tentou comprar um veículo novo em uma concessionária da GAC em Várzea Grande. 

 

O Grupo Canopus esclarece que não compactua e não tem qualquer participação em negociações realizadas de forma irregular

Em nota, a empresa afirmou que a negociação teria sido realizada de forma irregular por terceiros que utilizaram indevidamente o nome da companhia.

 

“O Grupo Canopus esclarece que não compactua e não tem qualquer participação em negociações realizadas de forma irregular por terceiros que utilizem indevidamente o nome, a marca e a credibilidade da empresa”, disse em nota. 

 

O casal denunciou à Polícia Civil que o vendedor Douglas Alexandre de Paula Tonholo recebeu R$ 153.990 em uma conta vinculada a um CNPJ em seu nome e deixou de responder antes da entrega do veículo. Outros R$ 1 mil foram pagos como sinal diretamente à concessionária.

 

Em nota, a Canopus afirmou que, após uma apuração interna, não encontrou nenhum registro de negociação ou pedido de venda relacionado ao cliente.

 

A empresa também afirmou que o pagamento mencionado no caso não foi realizado em seu favor nem em nenhuma de suas contas bancárias.

 

Segundo o grupo, foi constatada ainda a formalização de um contrato de intermediação de venda de veículo entre o cliente e um terceiro.

 

“A empresa também esclarece que seus procedimentos internos determinam que qualquer valor referente à aquisição de peças, acessórios e ou veículos, seja pago exclusivamente pelos canais e contas oficiais da concessionária”, diz outro trecho da nota. 

 

O casal pretendia comprar um GS4 Premium, da GAC. O casal pede a entrega do veículo e, caso isso não ocorra, a restituição do valor pago, com correção, além de indenização por danos morais.

 

Pagamento

 

De acordo com o relato de C.H.L.O., de 57 anos, Douglas se apresentou durante toda a negociação como funcionário da concessionária e manteve contato com eles pelo mesmo número de WhatsApp utilizado desde o início da tratativa.

MidiaNews

Concessionária GAC - VG

Fachada da GAC, concessionária localizada em Várzea Grande

 

Segundo o aposentado, o sinal de R$ 1 mil foi pago diretamente à empresa Gemini Motors Ltda., dentro da própria concessionária, no momento em que ele entregou os documentos necessários para a compra do veículo.

 

Conforme a vítima, o vendedor teria enviado, posteriormente, um contrato de prestação de serviços de intermediação de venda de veículo, assinado pelo aposentado por meio do gov.br. No mesmo dia, ele teria realizado o Pix para a conta indicada por Douglas, um CNPJ que estava em seu nome.

 

Antes da transferência, C.H.L.O. afirmou ter confirmado com o vendedor se aquela era realmente a conta correta.

 

“Eu ainda confirmei para saber se a conta era aquela mesmo. Ele confirmou: ‘Ah, não, a conta é essa mesmo’. Aí eu efetuei o depósito”, relatou.

 

Segundo a vítima, Douglas continuou mantendo contato após o pagamento e dizia que o carro havia sido embarcado em São Paulo e chegaria a Várzea Grande entre os dias 3 e 4 de setembro.

 

No dia 4, porém, o casal foi até a concessionária para receber o veículo e descobriu que Douglas não estava mais trabalhando normalmente na empresa.

 

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.

 

Procedimentos

 

Na nota, o Grupo Canopus reforçou que seus procedimentos internos determinam que qualquer pagamento referente à aquisição de veículos, peças ou acessórios seja realizado exclusivamente por meio dos canais e contas oficiais da concessionária.

 

A empresa afirmou ainda que adotou as medidas necessárias assim que tomou conhecimento do caso e que está colaborando com as investigações para o esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.

 

O grupo também colocou seus canais oficiais à disposição dos clientes para esclarecimentos e alertou sobre tentativas de fraude que utilizem indevidamente seu nome.

 

“O Grupo Canopus tem mais de 54 anos de atuação no mercado e, ao longo de sua história, sempre pautou sua atuação pelo respeito irrestrito aos direitos do consumidor, pela transparência e pelo cumprimento de todas as normas e procedimentos internos. São milhares de veículos entregues todos os meses aos clientes”, diz trecho da nota. 

 

O casal, além de registrar o boletim de ocorrência, procurou o Procon, fez uma reclamação no site Reclame Aqui e ingressou com uma ação na 4ª Vara Cível de Cuiabá. 

  

Leia mais: 

 

Casal paga R$ 154 mil por veículo e denuncia vendedor por golpe

 

Fonte


Publicado

em

por

Tags: