Corregedor do TSE cobra análise urgente de decisão sobre canal “Exército do Lula”

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reiterou nesta terça-feira, 13, em caráter de urgência, o pedido para que o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analise sua decisão sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

A manifestação ocorre após uma série de decisões do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que alteraram o funcionamento do canal.

No domingo, 11, Cueva havia autorizado o funcionamento provisório do canal.

“Ante o exposto, reitero, com especial urgência, a solicitação de submissão da decisão de 11/10/2026 ao referendo do Plenário, por meio de sessão presencial ou extraordinária virtual convocada para esse fim”, escreveu o corregedor.

Na nova decisão, Cueva chamou a atenção para a ausência de previsão de julgamento pelo plenário nos despachos posteriores do presidente do TSE.

“A necessidade dessa deliberação torna-se ainda mais evidente diante dos pronunciamentos supervenientes, que não contêm determinação expressa de submissão ao colegiado, embora produzam efeitos diretamente relacionados à decisão jurisdicional já encaminhada a referendo”, afirmou.

Nunes Marques autoriza retomada

Nunes Marques autorizou a retomada do canal “Exército do Lula” no WhatsApp após a campanha do presidente Lula (PT) registrar o endereço eletrônico no processo de candidatura do petista.

O funcionamento só poderá ser restabelecido após o prazo de 48 horas contado da comunicação à Justiça Eleitoral e continuará sujeito às condições e à supervisão determinadas pela Corte.

Mais cedo, nesta terça, Nunes Marques havia condicionado a retomada do funcionamento do canal à comunicação de seu endereço à Justiça Eleitoral, no processo de registro da candidatura ou da coligação à qual esteja vinculado.

Dessa forma, a campanha de Lula registrou hoje o “Exército do Lula” como canal oficial da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral.

Em petição apresentada no processo de registro de candidatura do petista, os advogados comunicaram à Corte o endereço eletrônico do canal no WhatsApp – administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e criado após o primeiro turno para mobilizar apoiadores de Lula na reta final da campanha.



Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *