Você já parou para pensar quantos cuidados são necessários para manter um elefante saudável em um santuário? A rotina desde alimentação a atendimentos veterinários não segue uma fórmula pronta, cada um tem suas próprias necessidades, preferências e histórias de vida diferentes.
Nas redes sociais, a equipe do Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT), deu detalhes sobre os cuidados com os sete animais resgatados que vivem no local.
O primeiro ponto explicado na publicação, feita no último sábado (10), é em relação ao preparo da comida, que pode ser feito de diferentes formas. Os alimentos podem ser cortados, descascados ou cozidos, conforme a necessidade de cada elefante.
A ideia é oferecer cuidados que respeitem as particularidades de cada animal, em vez de submetê-los a um padrão único.
Outra característica da rotina é que a equipe de tratadores observa o comportamento dos animais ao longo do dia e ajusta a forma de cuidar conforme as respostas de cada um. Não há horários e procedimentos rígidos que precisem ser seguidos da mesma maneira por todos.
O cuidado também depende da comunicação
Essa atenção individualizada também está presente nos tratamentos médicos. Durante as sessões, a comunicação entre o tratador e o elefante orienta cada etapa. Os animais têm a oportunidade de participar, responder aos estímulos e demonstrar quando estão confortáveis ou precisam de uma pausa.
Segundo o santuário, os tratadores estão atentos a esses sinais e respeitam as necessidades demonstradas pelos elefantes. Dessa forma, os cuidados não dependem apenas dos procedimentos realizados pela equipe, mas também da resposta de cada animal durante as atividades.
A confiança é construída com o tempo. Em vez de esperar que os elefantes se adaptem a uma rotina predeterminada, o santuário ajusta os cuidados às necessidades individuais, permitindo que os animais façam escolhas e tenham participação ativa na própria rotina.
Quem são os 7 elefantes do santuário
Atualmente, o santuário abriga sete elefantes asiáticos: Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina, Baby e Sandro, o primeiro macho a chegar ao local. Todos passaram por experiências de cativeiro em circos ou zoológicos, mas carregam histórias e necessidades diferentes.
Entre as moradoras, há elefantas idosas que precisam de atenção especial à saúde física, como Bambi, e animais que enfrentam desafios emocionais decorrentes da vida em cativeiro, como Maia.
Já Baby, que chegou ao local em junho de 2026, ainda está descobrindo o novo ambiente e ganhando confiança. Guillermina, por sua vez, precisou aprender a construir vínculos com outras elefantas após a morte da mãe, Pocha.
Sandro chegou mais recentemente, em setembro, depois de mais de 40 anos no zoológico de Sorocaba (SP). Ele também passa por um processo de adaptação e recuperação física.
Leia mais
-
‘Skincare’ natural: elefante Sandro mostra técnica em novo banho de lama no santuário de MT
-
Primeiro elefante macho de santuário em MT, Sandro escolhe área de onde consegue ver as fêmeas
-
Elefanta que aprendeu a controlar a própria energia agora ‘ensina’ companheira em santuário que fica em Chapada dos Guimarães
-
Ex-elefanta do Beto Carrero, Baby brinca de entrelaçar trombas com nova ‘amiga’ em santuário que abriga gigantes resgatados em MT
