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A parlamentar ainda afirmou que o canal bolsonarista é gerenciado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). “Assim como o canal ‘Tropa do Flávio’, o ‘Exército do Lula’ é um canal de APOIADORES, não um canal oficial. O canal de apoio ao [senador] Flávio [Bolsonaro – PL] é gerido por Nikolas Ferreira (PL-MG) e o de Lula (PT) por André Janones”, escreveu. Questionada, a assessoria do deputado não se pronunciou. O espaço segue aberto.
Estou acionando o TSE e pedindo a derrubada do canal “Tropa do Flávio” no WhatsApp pelo mesmo motivo que Kássio Nunes Marques mandou bloquear o canal Exército do Lula: falta de registro no TSE. Assim como o canal “Tropa do Flávio”, o “Exército do Lula” é um canal de APOIADORES, não um canal oficial. O canal de apoio ao Flávio é gerido por Nikolas Ferreira e o de Lula por André Janones. Mas somente o canal de apoio a Lula e seus 4 milhões de membros estão sendo censurados pelas decisões do presidente do TSE. Curiosamente, na véspera da votação da minha PEC pelo FIM da escala 6×1. E um adendo: ao contrário do canal Exército do Lula, o canal de Flávio Bolsonaro está compartilhando, abertamente, desinformação com fins eleitorais. O canal de Flávio Bolsonaro chegou a publicar imagens falsas de uma jovem usando drogas na manifestação de domingo e uma imagem completamente racista, gerada por inteligência artificial, de uma mulher negra limpando as paredes na Avenida Paulista. As regras têm que valer para todos. E precisa ficar claro: quem está desrespeitando-as é o canal de Flávio Bolsonaro, e ele precisa pagar por isso. E é obrigação do TSE cobrar.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) October 13, 2026
Vaivém de decisões
Criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no início deste mês, o canal pró-Lula teve suspensão solicitada pela equipe de Flávio Bolsonaro na semana passada. A campanha do candidato do PL à presidência alegou que o canal estava sendo usado para propagar desinformação. Em resposta, o corregedor-geral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, pediu, no sábado (10), que Flávio apresentasse informações complementares às acusações antes de analisar o pedido.
Nunes Marques, porém, ordenou a suspensão do “Exército de Lula” no domingo (11). No mesmo dia, o canal foi restabelecido por decisão do corregedor-geral, em atendimento a um pedido da campanha de Lula.
Ontem, o presidente do TSE voltou a determinar a suspensão do canal por 48h. Nunes Marques ainda fixou condições para a reativação, incluindo que o endereço do canal fosse comunicado à Justiça Eleitoral. O registro foi protocolado pela equipe jurídica da campanha petista horas depois.
O canal “Exército do Lula” foi restabelecido no domingo (11), depois que a campanha de Lula informou seu registro à Justiça Eleitoral. Ontem, Nunes Marques determinou uma nova suspensão de 48h e fixou condições para a reativação.
Janones, por sua vez, nega a publicação de desinformação no canal. Um relatório técnico do TSE não encontrou as mensagens falsas citadas na ação do PL e citou que a exclusão prévia de mensagens pelo administrador pode ter prejudicado a análise. O próprio Janones confirmou ter apagado cerca de 500 publicações do canal.

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