Abilio critica alunos pró-Lula: “Vão com maconha pedir voto”; veja

Victor Ostetti/MidiaNews

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que voltou a criticar a UFMT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que voltou a criticar a UFMT

DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu às manifestações pró-Lula organizadas por da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizadas na Capital nos últimos dias. Em discurso, ele ironizou que os universitários e docentes “militantes” seriam os “melhores cabos eleitorais” do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

 

Vão com a camisa do Che e um baseado na porta da igreja tentar converter um cristão

“Eu quero pedir aos estudantes das universidades públicas do Estado, seja Unemat, seja UFMT, aos estudantes e professores: saiam às ruas, peçam voto por Lula. Vão com seu baseado, suas drogas, vão com a maconha, vão com a cocaína, vão com a camisa do Che Guevara, vão com toda a porcaria que está instalada dentro das nossas universidades públicas”, afirmou.

 

A declaração ocorreu durante discurso na inauguração do QG da campanha bolsonarista, em Cuiabá, na noite de terça-feira (13).

 

Na sequência, Abilio disse que manifestações desse grupo em frente a igrejas poderiam favorecer eleitoralmente Flávio.

 

“Vão com a camisa do Che e um baseado na porta da igreja tentar converter um cristão. Vão com a camisa do Che, um baseado, cocaína, na porta da igreja católica. Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.

 

“Vai lá, faccionado, na porta da igreja ameaçar o pastor. Vai lá, faccionado, no canto ameaçar alguém. Vai lá. Só não conta com o Governo do Estado de Mato Grosso”, afirmou.

 

O prefeito também fez um cálculo sobre a contribuição que Mato Grosso poderia dar à candidatura de Flávio no segundo turno. Segundo ele, uma vantagem de 200 mil votos no Estado representaria parcela significativa da diferença necessária para derrotar Lula.

 

“Cada voto conta. A diferença do Lula para o Flávio Bolsonaro deve estar na casa de 2 milhões a 3 milhões de votos. No Estado de Mato Grosso, se nós contribuirmos com 200 mil votos a mais, está representando 10% da necessidade para garantir a eleição agora nesse segundo turno”, disse.

 

Alunos de direita

 

Em conversa com a imprensa, logo depois, Abilio disse que muitos estudantes de direita simulam apoio à esquerda para evitar perseguições ou notas baixas que seriam aplicadas por professores, em forma de retaliação.

  

O prefeito também afirmou que há um ambiente de intimidação ideológica dentro das salas de aula da UFMT para quem apoia a candidatura de Flávio.

 

“Tem muita gente da direita, eleitor do Flávio, que mente para o professor na Universidade Federal falando que vai votar no Lula, faz até o ‘L’ fingindo, só para o professor não prejudicar o cara ou tirar ponto na nota”, disse.

 

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