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Letícia Casado avaliou que Lula melhorou no segundo turno, mas não conseguiu pautar a entrevista e deixou o tema do fim da escala 6×1 sem espaço ao longo da conversa.
O que aconteceu
Casado disse que o desempenho de Lula no segundo turno já é melhor do que no primeiro, especialmente pelo foco em futuro. “O Lula do segundo turno, ele já está sendo muito melhor do que o Lula do primeiro turno. No sentido, a campanha nem se compara. (…) Campanha eleitoral é sobre esperança. Tem que passar uma esperança pro eleitor, ele tem que mostrar futuro.”
Ela afirmou que Lula controlou mais o tom e evitou atritos durante a entrevista. “Ele estava ansioso, mas ele manteve um tom ali muito mais calmo (…) segurou o tom de voz, não discutiu com a Renata Lo Prete.”
Mas Casado avaliou que o candidato não conseguiu conduzir os temas que poderiam favorecê-lo e citou a escala 6×1 como exemplo. “Só acho que ele podia ter puxado a questão da 6×1, falado do fim da escala 6×1 antes. Ele deixou muito para o final.”
José Roberto de Toledo concordou e disse que Lula mencionou pouco o assunto. “Ele teria que ter achado uma brecha para mencionar essa questão muito antes e em muito mais profundidade. Ele praticamente não falou da escala 6×1, foi muito pouco.”
Toledo também avaliou que a condução da entrevista evitou que o espaço virasse um palanque para ataques ao adversário. “A condução da entrevista foi muito melhor. Mas ela também teve essa malandragem de não deixar virar um palanque para ele atacar o adversário.”
Na avaliação de Casado, Lula respondeu de forma respeitosa, mas poderia ter feito críticas mais duras a Flávio Bolsonaro e usado melhor medidas recentes para se beneficiar na reta final. “Ele poderia e deveria ter feito alguma crítica mais contundente ao Flávio. O Lula não. Ele levou mais a sério no sentido de: qual foi a pergunta? Vou responder a pergunta.”
O que faltou, segundo os analistas
Toledo disse que o pior momento para Lula foi admitir desconhecimento sobre a falta de reajuste do Bolsa Família no período citado. “Eu acho que esse foi o pior trecho para o Lula de toda a entrevista (…) do reajuste do Bolsa Família (…) Não saber durante quatro anos que o seu governo não reajustou o Bolsa Família (…) é uma perda de contato com o seu eleitorado.”
Ele também afirmou que Lula “vendeu pouco” o que mudaria em um eventual novo mandato e criticou a comunicação sobre medidas voltadas a microempreendedores. “Acho que ele vendeu pouco e não de maneira muito clara o que pode mudar para melhor no eventual Lula 4 [quarto mandato]. Ele ficou aí citando um monte de siglas, um monte de cifras. (…) Acho que a comunicação falhou.”

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