DA REDAÇÃO
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) alertou para um “salto alto” entre apoiadores do candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), e afirmou que a direita não pode considerar decidido antecipadamente a disputa contra o presidente Lula (PT) no segundo turno.
O que quero fazer é cortar o salto, senão pode dar o que deu há quatro anos atrás
Ao citar a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Lula em 2022, o parlamentar cobrou a união de políticos de centro e direita e uma mobilização para reduzir a abstenção em Mato Grosso, que ficou em torno de 22% no primeiro turno.
“Tem muita gente nesse salto alto, mas o que quero fazer é cortar o salto, senão pode dar o que deu há quatro anos atrás”, afirmou.
Segundo Júlio, a orientação foi transmitida a prefeitos, vereadores e outras lideranças durante a inauguração da Casa 22, instalada no antigo comitê eleitoral do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
“A eleição não se ganha com antecipação. Por isso, na inauguração da Casa 22, que foi o antigo comitê eleitoral do governador Pivetta 10, fizemos um pronunciamento recomendando aos prefeitos, aos vereadores, a todos nós de centro e direita, que agora é centro e direita, que tem que se unir em torno do Flávio Bolsonaro”, disse.
O deputado afirmou que o grupo deve concentrar os últimos dias da campanha em levar às urnas eleitores que não votaram no primeiro turno. A meta, segundo ele, é elevar de 65% para até 75% a votação de Flávio no Estado.
“Todos nós agarramos esses últimos dias de campanha, praticamente, para consolidar uma vitória, não só de 65% aqui em Mato Grosso, mas subirmos para 70%, 75%. Não é nada, mas são 500 mil votos a mais”, afirmou.
Júlio disse que a mobilização é necessária diante do equilíbrio da disputa nacional e afirmou não enxergar tranquilidade para o candidato do PL.
“Numa eleição extremamente disputada, como você sabe, a diferença é dois, três pontos, um ponto. Não tem nenhuma tranquilidade”, disse.
“É natural, o PT tem um segmento muito forte de, na reta final, crescer bastante e consolidar. É uma candidatura perigosa, que não pode se descuidar”, afirmou.
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