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O Mineiro prestou depoimento à PF no dia 1º de outubro. É o único registro apresentado pela PF de suas declarações no âmbito da colaboração premiada do doleiro homologada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 9 de setembro.
Ele afirmou que a demanda de enviar o dinheiro aos EUA foi feita a ele por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado pela PF como operador financeiro das fraudes do Banco Master. Segundo Mineiro, seu auxílio foi solicitado porque seria necessário usar sua empresa Entre Investimentos para “atuar como investidora offshore”.
Mineiro contou à PF que Zettel o comunicou que se tratava de um investimento imobiliário. “A operação foi apresentada como uma oportunidade de subscrição em um fundo de private equity voltado ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários (real estate) no mercado norte-americano, em especial nos estados do Texas e Flórida, associado à empresa de Paul Carlos (Paulo Calixto)”, diz.
Em nenhum momento, diz Freixo Junior, ele “foi informado que os recursos se destinavam ao financiamento de um filme ou cinebiografia, ressaltando que jamais aceitaria participar de uma operação com esse viés em razão do elevado risco reputacional para seu portfólio de empresas”.
US$ 12 milhões
Freixo Junior contou aos investigadores que fez sete remessas internacionais para o fundo Heavengate entre 13 de janeiro e 16 de setembro de 2025. Os valores, somados, chegam a US$ 12,3 milhões (R$ 62 milhões).
Segundo o depoimento, os aportes eram custeados por meio de saques da conta da Entre Investimentos no Banco Master, venda de ativos da empresa ou utilização do caixa próprio. “[Os valores] Eram transferidos para contas no Bradesco ou Octa para posterior fechamento de contratos de câmbio no Banco BS2 e no Banco Topázio, com remessa final para a conta do fundo Heavengate no banco JP Morgan Chase nos Estados Unidos”, diz.
O delator argumenta que os repasses foram feitos pela Entre Investimentos com base na “relação de confiança mantida com Daniel Vorcaro”. A perspectiva, segundo Freixo Junior, era que a titularidade das cotas fossem transferidas para Vorcaro ou para o Banco Master, sem a formalização de side letter.
Freixo Junior negou à PF que tenha mantido contato com Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Fábio Faria, Tiago Miranda e os produtores do filme.

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