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Um grupo de 16 intelectuais, economistas, acadêmicos e ex-integrantes de governos divulgou neste sábado, 17, uma declaração de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com críticas ao projeto representado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O documento foi entregue durante encontro no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, na região de Santa Cecília, na capital paulista. Participaram da agenda o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad (PT), do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e do Planejamento Simone Tebet (PSB).
Intitulado “Pela democracia, pela estabilidade, pelo desenvolvimento com justiça social e ambiental e pelo Brasil”, o manifesto afirma que a reeleição de Lula oferece melhores condições para preservar o equilíbrio institucional, os direitos e as liberdades democráticas. Em contraponto, diz que o projeto de Flávio representa riscos de retrocessos sociais e institucionais.
O manifesto é assinado por 15 nomes:
- Aloysio Nunes Ferreira
- Beatriz Bracher
- Beatriz Cardoso
- Carlos Nobre
- Claudia Costin
- Eduardo Giannetti
- Fabio Feldman
- Floriano Pesaro
- José Carlos Carvalho
- José Carlos Dias
- Izabella Teixeira
- Miguel Reale Jr.
- Rosiska Darcy de Oliveira
- Oscar Vilhena
- Rubens Ricupero.
“Consideramos que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferece ao País melhores condições para assegurar esse equilíbrio institucional, preservar direitos e liberdades”, diz o texto.
Os signatários também afirmam que a candidatura de Flávio ameaça conquistas sociais consolidadas e a atuação diplomática brasileira. O documento cita riscos à interlocução internacional multilateral e defende a manutenção de canais de diálogo entre diferentes setores da sociedade.
A declaração ressalta, porém, que o apoio não significa concordância irrestrita com o atual governo. “Muitos de nós temos diferenças com o presidente Lula e críticas a seu governo, e preservaremos nossa independência para expressá-las”, afirma o manifesto. “Antes de apoio a um nome, esta manifestação é de apoio ao Brasil, ao nosso espaço nacional e aos seus valores fundamentais comuns.”
Entre as prioridades defendidas pelo grupo estão o crescimento econômico, a geração de empregos, a recuperação da capacidade industrial, o estímulo à inovação e o avanço da agricultura de baixo carbono. O documento também menciona educação, ciência, tecnologia e responsabilidade ambiental, além da preservação de florestas, recursos hídricos, biodiversidade e minerais estratégicos.
Na área institucional, os signatários defendem o respeito à diversidade e aos direitos fundamentais e afirmam que adversários políticos, instituições públicas, universidades, imprensa e organizações da sociedade civil não devem ser tratados como inimigos.
O texto também defende que o desenvolvimento econômico esteja associado à estabilidade, à preservação ambiental e ao uso responsável dos recursos naturais, com compromisso com as futuras gerações.

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