DO G1-SP
O deputado estadual por São Paulo, Marcelo Aguiar (PL), foi detido na madrugada desta segunda-feira (19). De acordo com informações do Hora 1, da TV Globo, ele estava em uma festa no bairro do Itaim Bibi, Zona Sul da cidade. Após prestar depoimento, o parlamentar foi liberado.
Segundo testemunhas, ele estaria embriagado em uma balada no bairro do Itaim Bibi e incomodando as pessoas que participavam do evento. Após uma confusão, ele teria caído no chão e um disparo com uma arma foi efetuado.
O deputado alega que estava sob efeito de medicamentos fortes, que provocaram uma reação adversa, e acabou se envolvendo em uma discussão (veja abaixo).
De acordo com a reportagem, o deputado tem porte federal da arma, que foi apreendida pela polícia para perícia.
Aguiar foi encaminhado ao 14º DP no bairro de Pinheiros, mas não ficará preso por ter imunidade parlamentar. Segundo a Polícia Militar, não há registro de feridos.
O deputado estava com um carro com placa de veículo oficial da Alesp, mas o carro não consta na lista oficial de veículos do deputado.
O uso de placa falsa de veículos pode caracterizar o crime de adulteração de sinal identificador de veículo. A pena é de reclusão de 3 a 6 anos, além de multa (veja mais aqui).
Na eleição de 2026, Aguiar recebeu 37.585 votos e não foi reeleito para a Assembleia Legislativa de SP (Alesp), mas ficou como suplente para a próxima legislatura.
Em nota, a Alesp informou que “as deputadas estaduais Ediane Maria e Monica Seixas – ambas do PSOL – acionaram nesta segunda-feira (19), o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo, para avaliar os recentes fatos envolvendo o deputado Marcelo Aguiar (PL). Caberá agora ao Conselho analisar a denúncia apresentada pelas parlamentares e seus desdobramentos”.
O que diz Marcelo Aguiar
Por meio de nota, a assessoria do deputado Marcelo Aguiar informou que, “sobre o episódio ocorrido na noite do último domingo, o parlamentar estava sob efeito de medicamentos fortes, que provocaram uma reação adversa, e acabou se envolvendo em uma discussão”.
“Em nenhum momento o deputado foi preso. Ele apenas prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado em seguida. Neste momento, o deputado está em casa e passará por consulta médica. Reitera que confia na Justiça e tem a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno”, declarou a nota.
O g1 também procurou os donos da casa Santo Cupido, no Itaim Bibi, para entender o motivo do parlamentar ter entrado armado no estabelecimento. Por meio de nota, o bar afirmou que “está colaborando e permanece à disposição das autoridades para o que for necessário ao esclarecimento dos fatos”.
“O Santo confirma que, na madrugada de 19 de outubro de 2026, houve um incidente envolvendo um frequentador em suas dependências. A equipe do estabelecimento acionou as autoridades competentes, que atenderam a ocorrência no local. O restaurante está colaborando e permanece à disposição das autoridades para o que for necessário ao esclarecimento dos fatos. Por respeito às apurações em curso e às pessoas envolvidas, o estabelecimento não fará outros comentários neste momento”, disse a administração do espaço.
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