O Ministério do Planejamento e Orçamento trabalha com a previsão da votação para o dia 17 de março da LOA, segundo previsão do relator Angelo Coronel (PSD-BA).
Ontem, pipeiros paralisaram os serviços em cidades de Pernambuco. Eles fizeram um protesto com os caminhões parados na fazenda Campinas, no município de Bom Jardim.

A operação
A operação, segundo dados do portal oficial, atende 1.387.314 de pessoas por meio de carros-pipa em 392 municípios de oito estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe) em fevereiro. Ao todo, são 2.834 prestadores de serviço contratados para as entregas.
O número de beneficiários é alterado mês a mês, já que o serviço depende das condições climáticas dos municípios e das famílias necessitadas em cada período.
A operação, criada em 2012, atende áreas com decretos de situação de emergência ou em estado de calamidade pública reconhecido pelo governo federal por seca ou estiagem. Cada família tem direito a 20 litros de água diários por pessoa.
Outros cortes
Esta não é a primeira vez que a operação enfrenta problemas orçamentários no governo Lula. Em novembro de 2024, os batalhões do Exército chegaram a comunicar aos prestadores do serviço a necessidade da interromper a entrega por falta de verba. No entanto, o governo contornou a situação no dia seguinte, negou o corte e alegou que houve um problema burocrático na liberação dos recursos.
Em novembro de 2022, o governo federal, sob a gestão de Jair Bolsonaro (PL), também suspendeu a entrega de água. Após muitas críticas, inclusive de aliados do então presidente, houve uma suplementação de verba da operação, que durou apenas até a segunda semana de dezembro. Naquele momento, a operação foi cortada em definitivo, retornando apenas no ano seguinte, já sob o governo Lula.

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