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BRASÍLIA – A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a indicação da deputada e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), para o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI). Segundo lideranças no Congresso, o movimento indica uma “radicalização e isolamento” do Executivo e coloca “ideologia e interesses partidários acima do Brasil”.
Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), a mudança no primeiro escalação do governo “nada muda” na relação do partido com o governo federal. Para ele, o Centrão ficou “frustado” em não ter sido beneficiado com a mudança.
“Trocou seis por meia dúzia, para nós do PL, nada muda. Já o centrão fica frustrado porque sonhava com alguém do centrão neste ministério”, afirmou Sóstenes ao Estadão.
Gleisi tem um perfil mais combativo do que articulador. Ela está na presidência do PT desde 2017 e colecionou embates com políticos que hoje integram a oposição ao governo Lula.
Em uma reviravolta, Lula convidou Gleisi para comandar a Secretaria, estratégica para o governo. Ela já estava sendo cotada para integrar a Esplanada, mas para substituir Márcio Macêdo na Secretaria-Geral da Presidência.
Caberá a Gleisi, por exemplo, negociar os repasses das emendas parlamentares, pivô de uma crise entre Planalto, Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), desejaram sorte para a nova ministra. Enquanto Hugo destacou uma boa relação com Gleisi no Congresso, Alcolumbre estimou sucesso na “importante missão de dialogar com o parlamento”.
Essa não é a primeira vez que Gleisi será ministra. Entre junho de 2011 e fevereiro de 2014, ela foi chefe da Casa Civil no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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