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Peça cita cronologia da PGR para tentar afastar Ramagem de trama golpista. Denúncia aponta que articulações golpistas teriam começado em meados de 2021 e se intensificado em julho de 2022. Segundo a defesa de Ramagem, neste momento ele estava envolvido com a campanha eleitoral e, portanto, não seria possível vincular ele à tentativa de golpe.
Defesa ainda afirma que Ramagem apenas externou opiniões que Bolsonaro já havia falado. Denúncia cita arquivos encontrados na investigação que Ramagem teria produzido para auxiliar Bolsonaro na divulgação de mensagens para manter o ânimo de seus apoiadores contra o sistema eleitoral. Defesa de ex-diretor da Abin, porém, minimiza teor dos documentos.
Com a mais respeitosa vênia devida, carece de razoabilidade a afirmação de que uma pessoa que acabara de ser eleita deputado federal, após tanto esforço e dispêndio de recursos materiais e pessoais em acirrada disputa eleitoral, fosse capaz de atentar contra os “poderes constitucionais”, visando abolir o Estado Democrático de Direito
Defesa de Ramagem apresentada nesta tarde ao STF
Uso da AGU contra a PF
Advogados de ex-diretor ainda mencionam texto encontrado pela investigação no qual Ramagem sugere acionar a AGU contra a PF. Mensagem com orientações a Bolsonaro seria, para a defesa, apenas uma recomendação, sem nada de ilegal. Para PGR, orientações seriam parte da organização da trama golpista com intuito de desrespeitar ordens judiciais e questionar as investigações da PF que envolviam o ex-presidente.
Após a manifestação das defesas dos denunciados, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, enviará o caso para PGR. Depois do parecer da PGR, o ministro vai analisar tudo e submeter o caso para julgamento. Até agora, a previsão é que a Primeira Turma do STF julgue a ação, embora as defesas de alguns dos acusados tenham argumentado que isso deveria ocorrer no plenário da corte.
Diante de desse cenário é de se indagar: qual o interesse de um deputado federal recém-eleito, pela primeira vez, de instigar ou anuir com a suposta conduta de quem quer que fosse para atentar contra o Congresso Nacional? A resposta, evidentemente, só pode ser uma: nenhum interesse!
Defesa de Ramagem apresentada nesta tarde ao STF

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